terça-feira, 3 de setembro de 2013

Arquitetura Metabolista


Introdução:

. O Movimento Metabolismo (surgido com grande influência de Tange) era uma resposta peculiar japonesa para a crise universal das megalópoles e olhava para o oceano como um local de uma nova civilização. Cada proposta era uma demonstração distante da capacidade dos grandes trabalhos da engenharia em aumentar seu tamanho a partir da adição de componentes celulares pré-fabricados. Como se o edifício fossa sujeito às mesmas leis do crescimento natural como as das populações que ele servia.
Características urbanas:
. Rápida modernização e capitalização das grandes cidades .
. onde há governos centrais fortes, verifica-se a tendência para construir vastas mega-estruturas (anos 30 e 60).
Características conceituais:
. Reação a falta de planejamento urbano japonesa, à caoticidade.
. Cada indivíduo poderia criar sua própria habitação de acordo com o seu gosto e capacidade econômica.
. metabolismo: relevo dado aos ciclos de crescimento, mudança e decadência.
. resolver problemas complexos com métodos sistemáticos de desenho.
Características formais:
. Arquitetura japonesa se adere abertamente ao Estilo Internacional, ampliado por grande vigor e expressionismo formal.
. Desenvolvimento de uma arquitetura que exalta o protagonismo da estrutura e uma afinidade entre arquitetura moderna e tradicional japonesa.
"violência formal, geometria elementar ostentosa, proposta estrutural rigorosa"
. influência forte do brutalismo de Le Corbusier (Museu de Arte Moderna de Tókio - paradigma), principalmente por causa de Kenzo Tange, que trabalhou com ele.
. grande vigor e expressionismo formal. Exaltação do protagonismo da estrutura (afinidade da arquitetura moderna e arquitetura tradicional japonesa). Um processo que se produz a partir de uma ocidentalização da cultura, da economia e dos costumes japonês.
. Expressar a visão de uma sociedade em constante desenvolvimento e mutação.
. Propostas: cidades oceânicas, aéreas, unidades agrícolas, unidades residenciais moveis, estruturas helicoidais. Exaltações estruturais, tecnológicas e agregativas.
Principais arquitetos:
. Kiyonori Kikutake, Kisho Kurokawa, Masato Otaka, Fumihico Maki, Noburu Kawazoe. Foi o momento mais destacado e culminante da evolução da arquitetura japonesa. Base nos sistemas tecnológicos e nos sistemas de agregação de cápsulas residenciais.
.Kenzo Tange: crença num novo tipo de revolução tecnológica. Ênfase no planejamento sistemático devido às questões energéticas, crescimento continuo
Arata Isozaki: preocupação teórica quanto a criação de mega-estruturas transformáveis.

Principais Projetos:
. Exposição de Osaka 1970
.como resolução de problemas: processos sistemáticos de planejamento. O edifício é uma experiência ao nível de racionalização do projeto e da eficiência logística.
. grelhas treliçadas obtidas com juntas articuladas e tubos de aço pré-fabricados e rapidamente encaixadas. Uma das primeiras expressões do auge da modernização japonesa. Mostruário de tipologias formais geradas pelas novas tecnologias: coberturas gigantes, balões infláveis, edifícios escalonados, pirâmides de cristal.
. plano da Bahia de Tókio (Arata Isozaki) 1960
. umas das grandes propostas realizadas depois de II Guerra, com relação direta com A Ville Radieuse de Corbusier (1934), o ultimo planejamento urbano utópico da era moderna.
. utopias urbanas: (expansão, grande eixo cívico suspenso da água+ NUCLEOS RESIDENCIAIS VERTICAIS autônomos). O plano Obus para Argel de Corbusier é um antecedente = novos modelos de assentamento urbano fundido em um organismo unitário em escalas naturais.
. no ano seguinte se publica o livro Megalópoles (Jean Gottman), proclamando que a geografia urbana devia forçosamente admitir o surgimento de uma nova entidade. Área municipal de Tokio-Yokohama tinha uma população de 13,5 milhões de habitantes.
. Takara Beautilion (Kisho Kurokawa)
. mesma estrutura, mesma unidade repetida duzentas vezes, montagem rápida.
. Torre de Nagakin (Tokio) 1971-72:
. aplicação pratica da lógica da agregação de células pré-fabricadas. Conceitos de conexão e permutação. Possibilidades combinatórias, articulação. Células levantadas por gruas e soldadas na estrutura. Janelas circulares que remetem a objetos de uso cotidiano como lavadoras.
. Sony Tower (Osaka) 1976


Fonte
http://www.territorios.org/teoria/H_C_metabolistas.html

Árvores de rápido crescimento podem ajudar na produção de cerâmica e evitar desmatamento


Um produto elaborado a partir do cimento e madeira originários de plantios florestais de rápido crescimento pode ajudar a reduzir a pressão sobre a Amazônia. Este produto, desenvolvido pela Embrapa Amazônia Ocidental e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), pode substituir parte da madeira usada na construção civil e na fabricação de móveis. Feitas a partir de partículas de madeira misturadas com cimento, as peças tomam a aparência de placas de cerâmica.
As pesquisas que resultaram nesse produto vêm sendo feita ao longo dos últimos dez anos.
Os estudos por parte da Embrapa são com silvicultura, para desenvolver tecnologias de cultivo de espécies de madeira com crescimento rápido e que tenham características que atendam as condições para a preparação do biocompósito.
Na Embrapa Amazônia Ocidental o responsável por esse trabalho é o pesquisador Roberval Lima. Já os estudos por parte do Inpa são com testes de laboratório para avaliar a compatibilidade do cimento com o substrato de madeira e transformar a matéria-prima nas peças. 
No Inpa esse trabalho é conduzido pelo pesquisador Fernando Almeida e conta cm colaboração do técnico José Maria Gonçalves, ambos são da Coordenação de Pesquisas de Produtos Florestais (CPPF/Inpa).
Plantio
De acordo com o pesquisador Roberval Lima, uma das vantagens da tecnologia é incentivar o plantio de árvores específicas para essa finalidade, evitando o uso de madeira retirada das florestas nativas.
A madeira utilizada para produzir o biocompósito viria de plantios direcionados a esse produto. Esses plantios podem ser feitos para recuperar áreas que já foram alteradas e com isso se estaria dando a esses espaços uma finalidade que gere emprego e renda.
Essa árvores seriam espécies de crescimento rápido com características específicas para servir como matéria-prima para o biocompósito.
De acordo com os pesquisadores Fernando Almeida e Roberval Lima, a tecnologia do biocompósito ajudaria também a evitar desmatamentos nas florestas nativas, uma vez que o produto tem condições de atender parte da demanda de peças de madeira para construção civil e movelaria.
Ambos pesquisadores, Roberval e Fernando, esclarecem que o biocompósito pode ser produzido também a partir de resíduos de madeira, porém a opção com o plantio de árvores de rápido crescimento permitirá a oferta regular de matéria-prima para produção do biocompósito em escala industrial e sua utilização na construção civil.
O pesquisador do Inpa Fernando Almeida explica que nem todas as espécies florestais são compatíveis para o biocompósito, por causa da densidade da madeira e compatibilidade com os aditivos. Em vários testes foram selecionadas as que apresentaram melhor desempenho para o produto.
Foram selecionadas uma espécie exótica, o eucalipto, e uma espécie nativa da Amazônia, o tachi branco.
Ambas são árvores de crescimento rápido e com isso o retorno do investimento vem em curto prazo. A partir de dois anos após o plantio se faz o desbaste e se retira matéria-prima para a manufatura das chapas de biocompósito, segundo os pesquisadores.
Mercado
O pesquisador do Inpa Fernando Almeida destaca ainda a resistência e durabilidade do biocompósito cimento-madeira. “O produto com as espécies selecionadas passou por testes mostrando-se resistente à umidade, fungos e a prova d’água e, portanto, pode ser usado tanto em ambiente interno ou externo”, informou.
Os pesquisadores informaram que a tecnologia de biocompósito já passou por vários testes em protótipos de móveis e de construção civil e está pronta para o mercado.


Fonte
http://acritica.uol.com.br/amazonia/Arvores-producao-ceramica-evitar-desmatamento_0_566943588.html

Número de engenheiros civis formados cresceu 30,8%


OInep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), ligado ao MEC (Ministério da Educação), divulgou, na última quinta-feira (13), o Censo da Educação Superior 2009, que apontou alta de 30,8% no número de formados nos cursos referentes a engenharia civil e de 10,5% nos cursos relativos a arquitetura e urbanismo, em relação ao ano de 2008.
Em 2009, 7.923 estudantes se formaram nos cursos relativos à engenharia civil ou à construção civil, sendo 4.229 em escolas superiores públicas e 3.694 em institutos de educação superior privados. Nos últimos cinco anos abordados pela pesquisa (2005-2009), 32.394 estudantes se formaram na área de engenharia civil e construção civil.
Nos cursos de arquitetura, urbanismo e paisagismo 7.080 pessoas finalizaram o curso de graduação, sendo 2.064 em instituições públicas e 5.016 em instituições privadas. Entre 2005 e 2009, houve 33.111 conclusões de curso na área em todo o país.
Em relação ao número de matrículas, houve alta de 42% na área da construção civil e de 11,9% na área de arquitetura. No total, nos últimos cinco anos, a alta foi de 74,4% para a área de construção civil e de 28,6% para arquitetura.

Fonte:

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Quartos e Closets para dormir, relaxar e até trabalhar


O conforto é o item mais importante na decoração de um quarto. A área íntima, dedicada ao relaxamento e descanso diário, pede móveis que combinem com o perfil do dono do quarto. Nesse quesito, não importa quantos metros quadrados se têm a disposição, o importante é pensar em detalhes que tragam estilo e praticidade. “Como há variedade de cores, padrões, tipos de materiais, optei por móveis planejados para decorar o quarto”, diz a professora Maria Elzi Hilgemberg.

Ela explica que havia pedido orientação a uma consultora de Feng Shui (filosofia chinesa que busca a harmonia dentro do ambiente), que a aconselhou a não incluir elementos como espelhos e vidro no quarto. “A profissional sugeriu também que não deixássemos a cabeceira da cama muito próxima à parede. Levei essas ideias à loja e os projetistas me apresentaram soluções que entraram em sintonia com o que eu buscava”, conta Elzi, que optou pelos móveis da Marel, incluindo armário, um balcão para a tevê de LCD, a cabeceira e dois móveis laterais de apoio. As cores escolhidas criam um contraste com dois tons de amadeirado. “Essas cores combinam com o piso laminado e também com uma pequena mesa de leitura, que eu e meu marido fazíamos questão de ter no quarto”, justifica.

O projeto de Elzi segue linhas mais tradicionais de móveis, mas o mercado atende a outros tipos de projetos. A designer responsável pela área de relacionamento com arquitetos da franquia da Florense do bairro Água Verde, Mariana Sokoloski, afirma que o uso de vidro e espelho nos projetos de dormitórios é um pedido constante. “Muitas vezes trabalha-se com os padrões de madeira mais clássicos, ou mesmo o branco, e se investe em uma porta de espelhos ou vidro refletivo”, diz. 

Outra tendência apontada por Mariana são as microtexturas na superfície. “O tato é um importante sentido na escolha dos móveis. Quando se tem textura, há uma sensação maior de aconchego”, diz. 

Internamente, os móveis planejados para quartos permitem a divisão do espaço dos armários de acordo com o perfil do consumidor. “O número de gavetas, os espaços para pendurar ternos, vestidos longos e para guardar roupas de cama e banho são adaptados, não há um modelo único”, aponta a projetista da franquia da Neumann em Curitiba, Belenice Klimiuk.

Um bom projeto de iluminação também ajuda a compor os móveis planejados nos quartos. É possível embutir a iluminação em alguns painéis e há móveis com iluminação interna com led. Ao abrir os armários, as luzes acendem. 

Com a tecnologia constante no cotidiano, os projetos de quartos planejados permitem embutir tevês de LCD ou plasma na parede e têm espaço reservado para computador, videogames e outros eletrônicos. 

A dona de casa Jeanine Nas­cimento programou uma reforma no quarto do filho de 35 anos e incluiu bastante espaço para os itens tecnológicos. A solução para a tevê foi um painel na parede. “Como ele usa laptop, há uma bancada para que ele possa trabalhar com conforto”, diz. 

Belenice foi a responsável pelo projeto e afirma que é um quarto que prima pela sobriedade nas cores, remetendo à natureza. “A ideia foi compor o quarto contemporâneo, com móveis revestidos com lâminas que procuram trazer os veios da madeira natural”, afirma. O toque de modernidade fica por conta do espelho em um móvel com gavetas grandes. “O espelho é um elemento que traz a sensação de amplitude ao espaço e deixa o projeto sofisticado, especialmente por ser combinado com iluminação embutida”, afirma Belenice. 

Jeanine conta que pensou em procurar móveis soltos para compor o ambiente, mas teve receio de não conseguir encaixar todas as necessidades no quarto, que tem 15 metros quadrados. “É um quarto de tamanho médio, mas queríamos colocar uma cama de casal, um armário com bastante espaço e ainda a tevê. Sem um projeto planejado ficaria difícil”, afirma. 

Para os pequenos

Os menores quartos das residências costumam ser ocupados pelas crianças. Daí a utilidade dos planejados na decoração de quartos infantis, que precisam contemplar espaços para brincadeira e estudo. Outra vantagem de um projeto planejado para os pequenos é a possibilidade de adaptar os produtos conforme as crianças mudam de fase. “A partir do momento que a criança passa a usar cama, é possível pensar em um quarto com móveis planejados, que acompanhem o crescimento. Eu indico investir em cores sóbrias nos armários principais e incluir painéis, nichos e outros elementos mais lúdicos e coloridos”, diz o arquiteto da loja da Todeschini do bairro Alto da XV, Alexandre Squarça. 

Ele é o responsável pelo projeto dos móveis de um apartamento para uma família com duas crianças em fase de alfabetização. “Há um padrão da marca que imita uma lousa verde, no qual se pode escrever com giz. Incluí uma faixa horizontal acompanhando quase todo o quarto e também em um móvel frontal, que pode ser usado em momentos de estudo e lazer”, explica. 

A adaptação desse quarto para quando as crianças crescerem um pouco necessitará da substituição desses painéis por outro modelo ou mesmo por um papel de parede. “Como o armário é branco e com linhas retas, não precisará ser substituído tão cedo”, afirma Squarça.

Outra boa opção para crianças são os beliches, para quando é necessário acomodar duas ca­­mas, ou mesmo adaptar uma bancada de estudos ou um armário para guardar brinquedos ou roupas na parte inferior da cama. “Para as meninas, especialmente na adolescência, uma boa opção é ter uma bancada como penteadeira e bastante espaço para acessórios”, diz Belenice Klimiuk, da Neu­mann. 

Se houver portas de vidro ou acrílico pode-se usar adesivos com motivos que agradem a criança. A medida que ela cresce, substitui-se esse elemento e o quarto ganha outros ares. 

O sonho das roupas organizadas

Um sonho para as mulheres, os closets facilitam a arrumação dos armários e a troca de roupas. O conceito do cômodo permite que ele seja instalado tanto dentro do quarto, quanto em um ambiente anexo. Para quem divide a área de dormir com outra pessoa, o closet significa privacidade. Com ele, quem sai mais cedo de casa não precisa incomodar a outra pessoa ao acender luz ou abrir e fechar portas e gavetas para se arrumar.

Nos closets separados dos quartos é possível optar por armários com ou sem portas. Na segunda opção há necessidade de manter a organização impecável, mas o ganho é conseguir visualizar todas as opções de roupas disponíveis. “Se o closet for integrado ao quarto, fica muito interessante investir em uma porta de passagem com vidro e perfil em alumínio”, afirma a designer da franquia da Florense no Água Verde, Mariana Sokoloski.

A professora Laucimara Almeida priorizou o closet no projeto de interiores de sua casa. O marido é fã de moto e esqui e precisava guardar os equipamentos e roupas para essas atividades. Ela gostaria de organizar melhor os sapatos, bolsas e maquiagens. Os móveis, projetados pela franquia da Todeschini no Xaxim, têm dois amplos armários com portas com espelho. “Como um fica de frente para o outro, consigo enxergar como ficou a roupa no corpo em todos os ângulos. É muito prático para o dia a dia”, afirma. 

Laucimara tem um pufe no closet para poder sentar e calçar os sapatos. O objeto serve também para o momento da maquiagem. “A escolha dos acessórios de um closet depende da necessidade de quem o usa. Na hora do projeto é importante pensar na rotina daquela família”, alerta o diretor da Formaplas, Daniel Ribeiro. 

As divisões mais usadas para deixar o espaço prático e funcional incluem cabideiros na parte superior, para camisas e casacos; espaço para organizar as calças na parte inferior; prateleiras de diferentes tamanhos, para acomodar camisetas, blusas, toalhas e outros e gavetas para roupa íntima, pijamas e acessórios. “Há gavetas com divisórias específicas para guardar joias, relógios, lenços e maquiagem. Tudo para facilitar a localização dos produtos”, diz Ribeiro. 

Além do uso tradicional de painéis de madeira (MDF ou MDP), há closet projetados em aço com revestimento plastificado. São modelos conhecidos como closet ventilado ou arejado. As peças são vazadas e é possível trabalhar com portas deslizantes para fechar tanto um ambiente, quanto a frente dos armários. “Essa é uma solução para diminuir o surgimento de bolor nos armários, causado pela umidade, ajudando no controle das doenças alérgicas, como a rinite e sinusite”, diz a gerente da franquia Closet e Cia em Curitiba, Katerine Brunnquell Campagnoli.

Independentemente do tipo de closet, Katerine recomenda que o cômodo tenha uma janela que fique aberta ao menos um período do dia, para que haja troca de ar, evitando o aparecimento de mofo.


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/guiacasa/moveisplanejados/conteudo.phtml?tl=1&id=1037760&tit=Para-dormir-relaxar-e-ate-trabalhar

Arquitetura Gótica na Era das catedrais

Fonte: Territórios.org

A arquitetura Gótica teve sua origem no século XII como uma evolução dos recursos técnicos do período anterior. Na França apareceu pela primeira vez em 1140 em Saint-Denis, ao norte de Paris, construída para substituir outra que tinha se tornado exígua para as grandes aglomerações.

A arquitetura românica foi um produto genuinamente religioso, pois as igrejas e os conventos foram, na maioria das vezes, desenhados e construídos por monges ou frades. A arte de construir gótica, teve uma participação mais aprofundada de uma sociedade laica, levantadas por arquitetos leigos. Suas conquistas estruturais foi fruto de um persistente trabalho românico, liberado das influências orientais e mediterrâneas. Cumpre um novo papel de servir à divindade.

No que diz respeito às características das edificações e aos anseios religiosos, a sociedade pedia por mais espaço e mais luz. Os arcos ogivais eram capazes de deixar as colunas mais esbeltas sem colocar em perigo a estabilidade da estrutura. As abóbadas ogivais de arestas descarregavam o seu peso através de cordões, nervuras e feixes, descarregando em pontos internos e definidos.
Os empuxos laterais, produzidos por estes integrantes do conjunto estático, foram trasladados para o exterior do templo, graças aos arcos botantes e aos contrafortes e pináculos. Os painéis de paredes situados entre os apoios, não possuíam praticamente função estática, podendo funcionar como enormes janelas. A mais importante característica do estilo é a abóbada de nervuras. Ela apresenta arcos visíveis, que são construídos separadamente da teia ou superfície da abóbada. As nervuras eram construídas usualmente em primeiro lugar, utilizando-se uma armação de madeira móvel - cimbre. Depois eram inseridas pedras mais finas para completar a teia. Esse tipo de abóbada era fisicamente mais leve do que a abóbada de arestas de área equivalente. Portanto, exercia menor empuxo ou tensão sobre as partes inferiores da construção. As nervuras serviam como um diagrama de pedra das forças estruturais da construção. Com relação aos arcos, o arco ogival possuía a vantagem de poder cobrir áreas retangulares. Tais vãos anteriormente requeriam a construção de dois arcos que alcançavam alturas diferentes, criando transições difíceis para os pedreiros. Outra vantagem da ogiva é que, por se alongar e projetar para o alto, dava a ilusão de alcançar maior altura que o arco pleno.
Estava inaugurada a época das catedrais cuja arquitetura podia ser definida segundo três elementos: o arco botante, a abóbada nervurada e a pedra. O distanciamento dos apoios permitia vãos iluminados e colunas de escassos diâmetros. As paredes dos arcos laterais tinham que ser muito altas, para que a luz pudesse penetrar no seu interior, por cima dos telhados das naves laterais, exigindo a colocação dos arcos exteriores (botantes).
A luz branca do sol não era suficiente para aqueles interiores de pedra rendada, sendo necessário que o templo se colorisse nas mais variadas cores; foi conseguido através dos vitrais. No interior, a ornamentação foi totalmente atraída pelos capitéis, enquanto que no exterior se generalizou pelas fachadas, galgando as torres pontiagudas, subindo pelos arcos ogivais, brotando incontida aqui e acolá com aquela tendência de subir espacialmente, com o que se pretendia traduzir a lei de ascensão espiritual. As rosáceas nasce com as mais variadas formas e obedecendo às mais intricada e belas leis de formação geométrica.

Se a abóbada de arestas românica é um todo que vai de ponta a ponta, o que redunda numa difusão de cargas, que por seu turno exige paredes grossas e reforçadas, na abóbada gótica tal não sucede, pois que existe agora a transmissão localizada de cargas, o que permite paredes bem delgadas. Na arquitetura românica a abóbada central tem seus empuxos anulados por maciços contrafortes, do que resulta uma acentuada sensação de peso. Na arquitetura gótica os empuxos provenientes da nave central são transportados para fora do prédio, enquanto as colunas se desdobram em autênticos feixes de colunetas, onde cada uma se encontra responsável pela carga da nervura que lhe corresponde. A igreja românica tem sua torre emergindo do cruzeiro, no centro da construção, enquanto que no gótico ela se levanta do primeiro plano, da fachada.
Um dos maiores segredos do êxito gótico foi o emprego de pequenas pedras, muito bem cortadas e aparelhadas, fáceis de transportar e de colocar. A planta das catedrais góticas exibe uma forma de cruz latina, dotada de grandes áreas, possuindo de 3 a 5 naves, onde o transcepto se confunde com o alinhamento das naves laterais. A fachada se subdivide em 3 zonas verticais e outras tantas horizontais (1-as portas de entrada, 2-a galeria e a rosácea, 3-as torres).

C. Rolim é case de mercado no setor

Fonte: Diário do Nordeste


Redução de 4% do custo direto da obra e de dois a quatro meses no tempo de execução, além da diminuição de qualquer tipo de desperdício. Estes são alguns diferenciais trazidos com a implantação do sistema de construção enxuta, o Lean Construction, operado nos canteiros de obras da construtora cearense C. Rolim Engenharia. Na prática, as novas formas de gerenciamento de produção na construção civil promovem o aumento da eficiência das atividades que agregam valor através de melhorias contínuas e novas tecnologias.

"Desde 2004, toda a empresa trabalha dentro dessa filosofia. Diariamente, utilizamos os seus conceitos, o que no fim representa 20% a mais na margem de resultado de cada empreendimento. O DNA da empresa é inovação e tecnologia", destaca o diretor Técnico da C. Rolim Engenharia, Marcos Novaes.

Pesquisa
Ele explica ainda que para cada empreendimento construído, ainda na fase de pós captação do terreno, é realizada uma pesquisa de mercado para conhecer melhor as necessidades do público que se deseja atingir. "Costumamos entrevistar pelo menos 400 pessoas. Nossa preocupação é justamente desenvolver projetos que agreguem valor aos clientes. Quando se fala em residenciais, o que as pessoas mais querem hoje é um empreendimento com boa estrutura de academia, segurança e ampla área de lazer para a família", afirma. Os conceitos de produção enxuta surgiram na década de 50, na indústria automobilística.

Mudança de paradigma
O Sistema Toyota de Produção (STP) mudou os paradigmas da administração da produção, trazendo à tona ideias simples e inovadoras, baseadas em um objetivo comum: aumentar a eficiência pela eliminação consistente e completa de desperdícios. A referida filosofia irá direcionar os investimentos, trabalhando na melhoria contínua dos processos administrativos e operacionais, ofertando assim valor para os clientes, através da busca da perfeição.

Tudo isso, de maneira objetiva e sem desperdícios. No intuito de se adaptar para a indústria da construção civil as novas formas de gerenciamento da produção do STP, o pesquisador Lauri Koskela buscou, em 1992, construir uma teoria que contemplasse tais conceitos, na qual batizou de "Lean Construction".

Economia
4% é a redução do custo direto da obra com a utilização do sistema de construção Lean Construction, operado nos canteiros de obras da construtora cearense C. Rolim Engenharia. O tempo de execução também pode ser diminuído em até quatro meses

LEAN CONSTRUCTION
Sistema é divulgado inclusive fora do País
A C. Rolim Engenharia tem inclusive disseminado o seu conhecimento de Lean Construction em eventos pelo restante do Brasil e até em outros países. Recentemente, Novaes esteve na Universidade de Salford, na Inglaterra, onde está situado o maior centro de gestão em Engenharia do mundo. Durante o evento Industry Transformation Day Event, falou sobre as práticas adotadas nos empreendimentos cearenses. Para novembro, entre os dias 3 e 5, está programada a sua ida à Lima, no Peru, onde falará a profissionais e empresários do ramo da construção civil sobre a experiência desenvolvida nos canteiros de obras da C. Rolim.

Em 32 anos de mercado, a C. Rolim já entregou 500 mil metros quadrados em área industrial e outros 400 mil metros quadrados em empreendimentos imobiliários. Hoje, a empresa gera 800 empregos diretos e mais 1.600 indiretos.

Empreendimentos
Atualmente, a construtora possui em andamento a edificação de 10 torres. O próximo empreendimento a ser entregue é o Bossa Nova, em dezembro. Também estão em obras os empreendimentos Paço Verde; Paço das Águas; Lumni; e o mais recente lançamento, o Paço dos Pássaros, previsto para 2014.

Fonte
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1052226

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Um projeto espetacular em Dubai


O Burj Al Arab (em Árabe برج العرب, literalmente Torre das Arábias) é um luxuoso hotel edificado em Dubai, Emirados Árabes Unidos (EAU). O Burj Al Arab é operado pelo Jumeirah Group e foi construído por Said Khalil. Ele foi projetado por Tom Wright da WS Atkins PLC. Com 321 metros (1.053 pés) é a mais alta estrutura exclusivamente usada como hotel.1 No entanto, a Rose Tower, também em Dubai, já superou a altura do Burj Al Arab, e tirou este título após a sua abertura, em abril de 2008. O Burj Al Arab foi construído sobre uma ilha artificial de 280 metros (919 ft) fora da praia de Jumeirah, e está conectada com a ilha principal por uma ponte curvada particular. É uma estrutura ícone, desenvolvida para simbolizar a transformação urbana em Dubai, e para imitar a vela de um barco.

A construção do Burj Al Arab tem início em 1994. Localizado no Golfo pérsico, ele foi construído sobre uma ilha artificial de areia, que levou dois anos para sua formação contendo estrutura de concreto e três níveis no subsolo. Ele foi construído para assemelhar-se com a vela de um dhow, um tipo de barco Árabe. Duas colunas partindo do chão até o topo originaram um "V" formando um imenso "mastro", enquanto que o espaço entre elas foi erguido os andares. O arquiteto Tom Wright disse: "O cliente queria um edifício que se tornasse um ícone ou simbólo declarado de Dubai, que seja espantosamente lindo e semelhante a Ópera de Sydney, ou como a parisiense Torre Eiffel. Ele precisava de ser um edifício que iria tornar-se sinónimo do Nome daquele país".

O arquiteto e consultor de engenharia para o projeto foi Atkins, a maior consultoria multidisciplinar do Reino Unido. O hotel foi construído pelo grupo Sul-Africano de construção Murray & Roberts.3 A construção do hotel custou $ 650 milhões.

Suas acomodações mais simples possuem aproximadamente 52 m², contendo jacuzzi e sala de estar. Possui suites de dois andares com escadas de mármore, além de duas suítes reais localizadas no 25º andar, com cinema e elevador privativos. O hotel é decorado em ouro dentro e fora dos quartos, além do átrio de entrada.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Burj_Al_Arab