quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Uma máquina que “vê” a temperatura do corpo humano às cores


Uma câmera termográfica consegue captar radiação infravermelha e transpô-la para cores, explica o “Engenharia num minuto”, uma rubrica feita pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto – Portugal (FEUP).
“Todos os corpos emitem radiação infravermelha que não podemos ver a olho nú, mas que pode ser medida por um equipamento especial”, diz Joaquim Gabriel Mendes, especialista da FEUP (Portugal) em termografia. O vídeo pode ser visto aqui.
O “Engenharia num minuto” é uma rubrica produzida pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, para a divulgação de ciência. O PÚBLICO é parceiro neste projecto e vai, nos próximos meses, publicar duas edições por semana.

Custo da construção em São Paulo sobe 0,2% em outubro


O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil no Estado de São Paulo subiu 0,2% em outubro, segundo cálculo realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado (SindusCon-SP) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O acumulado de 2012 registra alta em 7,15% frente ao mesmo período do ano anterior.
Os custos administrativos, que correspondem ao salário dos engenheiros, seguem estáveis desde o mês de julho. As despesas com materiais e com mão de obra, porém, aumentaram 0,33% e 0,11%, respectivamente.
A média ponderada entre os três itens resultou no aumento de 0,2% do CUB, que em outubro ficou em R$ 1.022,52 por metro quadrado.
No mês de outubro, 16 dos 41 insumos da construção pesquisados apresentaram aumento acima do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que teve elevação de 0,02%. Entre eles, estão: janela de correr duas folhas 1,20 m x 1,20 m (2,50%), tubo de ferro galvanizado com costura (1,03%), tudo de PVC rígido rosca água (1,03%) e emulsão asfáltica com elastômero para impermeabilização (0,94%).


Impressão 3D: conheça as máquinas que vão revolucionar o mundo


No lugar de páginas, órgãos humanos; em vez de fotos, brinquedos – ou até mesmo armas de fogo. As impressoras 3D permitem que qualquer pessoa – com um pouco de prática – reproduza o que imaginar, quando quiser. Antes de difícil acesso ao usuário doméstico, essa tecnologia foi simplificada, ficou mais barata e conquista novos adeptos diariamente; o processo, ainda que recente, está se popularizando, e deve revolucionar o sistema de produção industrial em favor da fabricação caseira, descentralizada. Transformar desenhos virtuais em objetos físicos está ao alcance de todos.
Assim como impressoras tradicionais, esses equipamentos materializam arquivos de computador através de um comando do usuário. A diferença está no resultado – produtos reais, tangíveis, tridimensionais; peças construídas em casas ou pequenos escritórios com eficiência, a partir de modelos digitais. Projetos antes somente possíveis na imaginação ou realizados apenas em ambiente virtual – portanto, próximos da ficção científica – começam a surgir de forma prática e até econômica: uma tendência que deve aumentar nos próximos anos.
Impressoras 3D não são novidade: máquinas assim têm sido utilizadas para fazer protótipos de engenharia há mais de 25 anos. Desde 2007, porém, com o fim de algumas patentes que impediam sua disseminação, a tecnologia ficou mais acessível e vem sendo aplicada por consumidores e pequenas empresas – inicialmente para consumo próprio e produção em baixa escala – em diversos países, inclusive no Brasil. Em geral, os produtos são fabricados em plástico, mas a evolução no processo já permite a criação de itens com metais, madeira, borracha, cerâmica, vidro e até açúcar. Em breve, a variedade de materiais disponíveis deve aumentar, assim como a qualidade dos itens produzidos.
“Com uma máquina dessas, você pode ter uma fábrica dentro de casa”, afirmou ao Terra Rodrigo Rodrigues da Silva, um dos fundadores da Metamáquina - ao lado de Felipe Sanches e Filipe Moura. A empresa, com sede em São Paulo, começou como uma startup dos então estudantes de engenharia, nasceu a partir de financiamento colaborativo e hoje está com excesso de demanda e estoques esgotados. “Estamos recebendo muitos pedidos: é quase um interessado por dia”, comemora Rodrigo. Seus principais clientes são pessoas físicas e pequenas empresas: público diferente daquele que procurava a tecnologia em seus primeiros anos – o que altera toda a lógica empresarial do setor.
Com a mudança de foco da indústria para o consumidor, os fabricantes de impressoras 3D foram recompensados com aumento nas vendas – e garantem aos clientes a perspectiva de revendas lucrativas. Aparelhos capazes de produzir itens simples – como chaveiros, porta-garrafas e peças de jogos de tabuleiro perdidas – são comercializados a preços cada vez mais acessíveis. Sua crescente popularidade se reflete na economia: as ações de empresas que negociam nas bolsas de valores, como as americanas Stratasys Inc e Rock Hill, duas das maiores companhias do mundo nesse segmento, mais que dobraram desde o início do ano.
Não apenas as grandes empresas do ramo estão obtendo sucesso. A impressão em três dimensões abre oportunidades para inventores e empresários criarem seus pequenos negócios – ou apenas manter um ritmo de produção caseiro, sem pretensões industriais. A possibilidade de materializar ideias mobiliza entusiastas que, com frequência, não se limitam a criar objetos para consumo pessoal e acabam se tornando microempresários, produzindo e revendendo as partes que fabricam. Sinal de um mercado atraente e em constante expansão.
Ao reduzir as barreiras à entrada da concorrência, a impressão 3D promove a inovação ao mesmo tempo em que atrai consumidores. Cada comprador se torna um fabricante em potencial, e a comunidade envolvida com essa tecnologia é engajada: proprietários costumam compartilhar suas realizações e incentivar outros a obterem o melhor desempenho possível de suas máquinas, assim alimentando ideias e contribuindo para a evolução dos produtos. Em números, essa expansão é animadora para o mercado: pesquisa divulgada neste semestre pela Global Industry Analysts projeta ganhos de US$ 2,99 bilhões até 2018, tornando a indústria da impressão 3D uma das mais lucrativas nos Estados Unidos nos próximos anos.
“Daqui a 10, 15 anos, toda casa poderá ter uma impressora 3D”, acredita Rodrigo Krug, fundador da Cliever, empresa fundada no ano passado em Porto Alegre (veja a Cliever CL-1 em funcionamento no vídeo acima). Em entrevista ao Terra, ele contou que “não imaginava” a demanda que tem recebido. O estoque que tinha também foi esgotado em poucos meses. “Subestimamos o mercado. A procura tem sido muito maior do que esperávamos e a situação está muito boa: temos encomendas até o final do ano”, afirma Krug, reproduzindo mais uma história de sucesso das – por enquanto, pequenas – empresas de impressoras 3D.
A expectativa é que a impressão 3D de baixo custo evolua a ponto de itens produzidos em casa rivalizarem com objetos simples que se costuma comprar. Atualmente, máquinas como o Replicator 2, da MakerBot (lançado em setembro e comercializado a cerca de US$ 2 mil), levam algumas horas para imprimir produtos mais complexos; mas e quando esse tempo for reduzido para apenas alguns minutos, e a qualidade aumentar consideravelmente? Tudo indica que esse futuro está bastante próximo. Empresas que trabalham com impressão 3D doméstica têm enfrentado problemas com a demanda – muito alta – e cada nova geração desses equipamentos torna seu uso mais fácil e produz resultados melhores, a preços cada vez mais baixos.
A qualidade dos produtos impressos melhora rapidamente, o tamanho dos objetos fabricados em casa está aumentando, o número de empresas trabalhando com impressão 3D cresce a cada dia e o manuseio fica mais e mais simplificado. “Estamos trabalhando muito para tornar a tecnologia cada vez mais acessível a pessoas não ligadas às áreas técnicas, facilitando-a ao máximo”, afirma Rodrigo Krug, da Cliever, que pretende lançar até o final do ano um equipamento de simples operação, capaz de imprimir objetos com apenas um clique. O futuro está logo alí!
Arquitetos e Engenheiros que se preparem, as antigas maquetes feitas na mão não serão mais necessárias!

Construção da ponte estaiada de 1,8 km de extensão sobre o rio Piauí está em fase final


Localizada sobre o rio Piauí, a Ponte Estaiada Gilberto Amado está em fase final de construção e deverá ser entregue no início de dezembro, quando a obra completa aproximadamente três anos. Com 1.782 metros de extensão, a estrutura liga os municípios de Estância e Indiaroba, no Sergipe, por meio dos povoados de Porto do Cavalo e Terra Caída.
A ponte é dividida em dois tipos: estaiada e moldada in loco. A fundação foi feita em estacas escavadas com diâmetros de 1,20 metros e 1,50 metros.
Na parte convencional da ponte, os pilares foram moldados no local, com fôrmas metálicas, e as vigas posicionadas com treliça lançadeira. O tabuleiro também foi moldado in loco e possui 14,20 metros de largura, sendo 11 metros de trecho carroçável. Cada sentido terá uma faixa de 3,5 metros e acostamento de dois metros.
Já a parte estaiada da ponte representa um total de 172,20 metros. Segundo o engenheiro Carlos Alberto Gines, responsável pela execução da obra, o vão central estaiado tem 84 metros de comprimento e os outros dois adjacentes, 44,10 metros cada. Os quatro apoios foram concretados com o auxílio de fôrma deslizantes e os cabos, em balanço sucessivo.
A altura do vão central permite um gabarito de navegação de 25 metros, dependendo do nível da maré, afirma Gines. Os dois mastros, que sustentam 10 cabos cada, têm 16,50 metros de altura a partir da cota da pista.
A maior dificuldade da obra, conta Gines, diz respeito à parte logística. Por não haver estrutura de abastecimento de matéria-prima na região em que a ponte está localizada, foi necessária a montagem de um grande canteiro de obras. Além disso, as mudanças de maré, que acontecem quatro vezes por dia na região, exigiram planejamento reforçado para o transporte de materiais. Foram utilizadas quatro balsas de apoio e dois rebocadores.
A obra, projetada pelo engenheiro Catão Francisco Ribeiro, diretor da Enescil, está sendo executada pela construtora Heleno & Fonseca Construtécnica, com um investimento do Governo do Estado superior a R$ 119 milhões. O Departamento de Estradas de Rodagem de Sergipe (DER-SE) e a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) são os órgãos responsáveis pela contratação e fiscalização da construção.
A Ponte Gilberto Amado deve reduzir o tempo de viagem e facilitar a travessia para a Bahia, já que Indiaroba fica na divisa entre os dois estados. Assim, a Secretaria Estadual de Turismo (Setur) espera um aumento no fluxo turístico proveniente do estado baiano, que é o maior mercado do setor no Sergipe.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Designer afegão desenvolve sistema sustentável para localizar minas terrestres

NOVEMBRO 6, 2012 by EDUARDO MIKAIL

Cansado de ver mortes causadas por antigas minas terrestres, o designer afegão Massoud Hassani desenvolveu uma tecnologia simples, capaz de identificar com segurança as áreas que escondem essas bombas perigosas.


Devido às antigas e atuais guerras existem incontáveis minas terrestres espalhadas pelo mundo. De acordo com o site norte-americano TreeHugger, anualmente ocorrem 20 mil mortes devido às explosões dessas bombas escondidas.
Por anos Hassani perdeu brinquedos que foram levados pelo vento até campos minados e nunca mais puderam ser resgatados devido aos perigos enterrados no chão. Essa situação serviu de inspiração para que ele desenvolvesse uma tecnologia simples, capaz de identificar as bombas e ainda registrar o local em que elas estão localizadas para uma varredura posterior.
Apelidado de Kafon Mine, o sistema é uma espécie de bola gigante. O dispositivo foi criado para ser leve o suficiente a ponto de ser carregado pelo vento. No centro da esfera está um aparelho GPS que controla a localidade do sistema. A partir desta pequena central de controle foram dispostos varas de bambu, equipadas com discos nas pontas e iluminação de LED, mantendo o formato da esfera gigante.
A ideia por trás da criação é de que esse “caça minas” possa ser usado em territórios em que as bombas ainda não foram identificadas, sem representar riscos à vida humana. Caso o Kafon Mine passe por cima de uma mina e ela venha a explodir, o GPS salva o direcionamento e, posteriormente, a área pode ser limpa. Mesmo assim, a preocupação com a limpeza não é grande, já que os materiais usados são de baixo impacto ambiental. O principal benefício é o controle sobre as áreas minadas, que oferecem riscos constantes às populações locais.
Via CicloVivo


Gestão de resíduos é grande diferencial na construção civil

OUTUBRO 25, 2012 by EDUARDO CAVALCANTI
A construção civil é uma das áreas que mais agride o meio ambiente. Para tornar a área mais sustentável, é preciso realizar uma série de mudanças. Uma delas pode ser a implantação de uma gestão dos resíduos vindos dos canteiros de obras. A destinação correta desse material, por exemplo, diminuí o descarte irregular do material em áreas impróprias.

Uma empresa de construção civil de Curitiba, adotou um programa para a gestão de resíduos para diminuir o impacto no meio ambiente. Para isso, os funcionários são treinados por meio de palestras e treinamentos e as obras passam a ter locais para depositar os resíduos divididos por categorias.
“Temos locais identificados, de fácil acesso, para que cada colaborador possa depositar o resíduo de pouco volume em lixeiras e resíduos de grande volume em docas. A partir de então, estes resíduos são recolhidos e destinados por empresas especializadas no transporte e na destinação final”, explica Cristiane Fleiter da Costa, técnica de Segurança do Trabalho da Emadel.
Depois disso, empresas especializadas buscam os materiais e terminam o processo de maneira adequada para cada material recolhido.
Sobre as categorias em que os materiais são separados, Cristiane comenta: “inicialmente por reciclável, não reciclável, orgânico e contaminado. Entre os recicláveis estão: papel, plástico, vidro, metal, madeira. Entre os não recicláveis: todo material que ainda não tem tecnologia de reciclagem. Contaminados ou perigosos: todo material que, se em contato com solo ou água, poluem o meio ambiente (tintas e sobre de material de pintura, solventes, óleos, etc)”.
Apesar de esses modelos estarem presentes em obras de grande porte, é possível adaptar o modelo para pequenas construções e reformas em casa.
“Em pequenas reformas, a origem do resíduo é a mesma de grandes obras (caliça, cerâmica, sacos de cimento, embalagens de papelão e plástico, etc), tendo como diferença um volume menor do que as obras grandes. O princípio a ser seguido também é o mesmo, separar em locais apropriados e diferenciados por classe, buscar empresas que coletam e destinam o resíduo”, finaliza Cristiane.

O projeto de engenharia mais insano desde a época das pirâmides está na Inglaterra

OUTUBRO 26, 2012 by EDUARDO CAVALCANTI
Este é o aeroporto Thames Hub, parte de um projeto que inclui um terminal ferroviário ligando Inglaterra e Europa continental através de trens de alta velocidade, além de incluir armazéns gigantes e um porto. Custo total: 80bilhões de dólares.

É insano. Ele quer ser o centro de absolutamente tudo, com ferrovias e rodovias subterrâneas em vários níveis que vão ligar o aeroporto a Londres, ao restante do Reino Unido e à Europa através do Eurotúnel. Ele também vai incluir uma nova barreira do rio Tâmisa, comporta hidráulica contra inundações: ela vai estender a proteção de terras à margem do rio, expandindo a superfície disponível para construção. O projeto foi criado pela agência de arquitetura Foster and Partners, em cooperação com planejadores, construtoras e economistas britânicos. Não sei se considero isto uma ideia gloriosa ou um sonho megalomaníaco de um vilão de gibi.
A Foster + Partners diz que o Reino Unido precisa “recapturar a visão e coragem política dos nossos antepassados se queremos criar uma infraestrutura moderna de transporte e energia no Reino Unido para este século e além”. Se é pra voltar ao passado, eles vão pegar a Índia de volta também? Lord Foster, fundador da F+P, diz que o projeto é factível, assim como eles conseguiram “construir um novo aeroporto enorme e toda a infraestrutura associada, incluindo uma nova ilha retirada do mar, em quatro anos” em Hong Kong.
Talvez ele esteja certo, mas tudo parece muito insano para mim. Tudo que sei é que eu adoro admirar trabalhos gigantescos de engenharia complementando uns aos outros.
Segue abaixo algumas fotos do projeto:






Governo vai contratar projetos de engenharia para modernizar rodovias

OUTUBRO 29, 2012 by EDUARDO CAVALCANTI

O governador Beto Richa autorizou na última sexta-feira (26) a abertura de concorrência pública para a contratação de empresas especializadas que irão elaborar projetos de engenharia que vão indicar as obras necessárias para a ampliação da capacidade de tráfego nos principais corredores rodoviários do Estado.
O governo estadual vai destinar R$ 62,2 milhões para a realização dos estudos, que servirão para nortear os investimentos necessários para readequar a malha paranaense. “Este é um exemplo do trabalho que estamos realizando para retomar o planejamento do Estado. A medida integra um conjunto de ações já em curso para a restauração das nossas rodovias”, disse o governador Beto Richa.
Cerca de 1.200 quilômetros de rodovias serão avaliados para a indicação de gargalos e das soluções necessárias. O trabalho vai indicar, por exemplo, onde há necessidade de duplicação de trechos, construção de terceiras faixas, viadutos e trevos, entre outras obras. “Os projetos é que vão nortear as ações futuras ao identificar os trechos em que há necessidade de intervenção”, explica o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.
Segundo ele, a ampliação da capacidade de tráfego garante mais segurança para os usuários das rodovias e contribui para a melhoria da competitividade do produto paranaense. “Sabemos que rodovias em situação ruim causam prejuízos ao setor produtivo e à sociedade. Estradas mais eficientes contribuem para o desenvolvimento do Estado”, destacou Richa Filho.
MODERNIZAÇÃO – O segundo ele, a modernização dos principais troncos rodoviários do Estado atende antigas reivindicações de todas as regiões paranaenses. “Não adianta ficar apenas tapando buraco e fazendo restaurações. A ampliação da capacidade, a partir dos projetos de engenharia, é fundamental”, disse o secretário.
De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER), a escolha dos trechos que serão avaliados atendeu critérios técnicos, que incluem número de acidentes e fluxo de veículos. “Essas obras estão de acordo com o objetivo do Estado de garantir a infraestrutura viária para também promover a industrialização do interior”, disse o diretor-geral do órgão, Paulo Melani.
RESTAURAÇÃO – Neste ano, o governador Beto Richa autorizou a aplicação de R$ 840 milhões na restauração de 12 mil quilômetros de rodovias estaduais por meio do Programa Estadual de Recuperação e Conservação de Estradas Pavimentadas. “É um dos maiores programas rodoviários em andamento no País”, disse Richa.
A iniciativa foi dividida em três subprogramas. O Conservação e Recuperação Descontínua com Melhorias do Estado do Pavimento contempla 2 mil quilômetros de rodovias deterioradas que integram os principais corredores de transporte regional ou estadual.
O objetivo do programa é alcançar, em até 36 meses, 85% de nível bom e muito bom nas condições do pavimento. Os restantes 15% deverão estar, pelo menos, em nível razoável, segundo os técnicos do DER. Com isso o Estado eliminará rodovias em condições de pavimento ruim ou péssimo.
O subprograma de Conservação de Pavimentos executa reparos de forma localizada. As obras serão feitas em pequenos segmentos descontínuos, associadas à melhoria da drenagem do pavimento. São 18 lotes em aproximadamente oito mil quilômetros de rodovias que apresentam atualmente menor grau de deterioração (entre 8% a 12%). O objetivo é reduzir esta margem e conservar a qualidade da pista.
Outros 40 lotes estão incluídos no subprograma Faixas de Domínio, que contempla serviços de capina, limpeza e sinalização, entre outras melhorias. As atividades são fundamentais para manter a drenagem da pista, evitando danos ao pavimento e também colaborar com a segurança, dando maior visibilidade à sinalização.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Algumas reflexões para os futuros engenheiros


Mercado
É sabido que os cursos de engenharia são cursos em plena expansão no mercado brasileiro, dada a demanda em diversos setores como construção civil, biocombustíveis, petróleo, mineração, etc.
O Brasil é hoje a 6ª maior economia do mundo. Possui a Petrobras, uma empresa que está entre as primeiras no quesito energia a nível mundial, isso sem falar nas muitas outras empresas de renome internacional. Descobrimos recentemente a camada de pré-sal, com boas possibilidades exploratórias e de geração de divisas. Estamos entre os maiores produtores de etanol e outros biocombustíveis, cujo consumo tem crescido cada vez mais haja vista as necessidades energéticas dos países a médio e longo prazo.
Esse ritmo de crescimento econômico do Brasil (e também de outros países emergentes) é impulsionado grandemente pela ação das grandes empresas que exercem atividades estratégicas (indústrias de base, mineração, usinas de energia). E essas empresas são as maiores captadoras de engenheiros dos mais variados ramos.
Hoje, levando em consideração a competitividade do mercado, a maioria dos chefes de áreas nesses tipos de empresas são engenheiros formados. Isso sem falar que, mesmo nas gerências e direções, muitos engenheiros e engenheiros-com-MBA ladeiam administradores e economistas. Isso significa que, cada vez mais, eles migram do nível de trabalhadores do conhecimento para o nível estratégico.
Os tipos de engenharia
A engenharia, em geral, é, sem dúvida, o curso com maior campo de atuação que existe. Outrora falávamos quase que somente em engenharia civil, mecânica, elétrica, química e de minas (são as engenharias mais antigas e mais gerais). Hoje, muitas especializações dessas engenharias se individualizaram em uma graduação distinta, como a engenharia de alimentos, de energia, de materiais, etc.
Particularmente, eu prefiro os cursos mais gerais, especialmente aqueles com um embasamento maior de cálculo e ciências físicas. É claro que gosto é uma coisa subjetiva, mas eu acho mais conveniente fazer um curso mais geral, conhecer as colunas principais da engenharia, e então depois pensar em se especializar em algo.
Se formos comparar a grade dos cursos mais gerais com os cursos mais específicos, veremos que os cursos mais específicos têm muitas matérias multidisciplinares (são como pacotes de conteúdos resumidos em uma matéria, para dar espaço a outras matérias específicas). E isso é muito bom, apesar de que a multidisciplinaridade, quando não é bem feita, acaba sendo superficial (como aprender um pouco sobre cada área e não poder ter, totalmente, a fundamentação teórica e a prática necessária para entender bem cada área).
A problemática da Engenharia de Produção
Há ainda cursos que são assim por natureza, sem que isso necessariamente seja algo ruim. É o caso da engenharia de produção (ou engenharia industrial). O curso pode ser colocado no rol das engenharias mais gerais, no entanto,  também tem muitas disciplinas da administração. O engenheiro de produção é um profissional muito visado, apesar de não poder realizar e assinar projetos. O engenheiro de produção, por definição, otimiza processos, coordena equipes de trabalho, desenvolve melhorias partindo da relação custo x benefício dentro dos processos. A ressalva é que ele não um engenheiro do tipo projetista. Já foi até apontado como um “administrador melhorado”, por ser similar a um administrador que, por acréscimo, entende das propriedades da matéria e de processos industriais.
Assim, é provável que um engenheiro mecânico, por exemplo, possa substituir o de produção com seu forte conhecimento técnico junto a algum conhecimento de administração. Já o engenheiro de produção não substitui tão facilmente um engenheiro mecânico. Isso sem falar que, se formos fazer uma varredura nos sites de divulgação de vagas no mercado, é possível que achemos mais carência de engenheiros mecânicos, elétricos, etc. do que de engenheiros de produção.
Só pra deixar claro, vamos fazer uma simulação. Você é um empresário. Precisa contratar alguém pra gerir uma oficina ou uma montadora. Em quem você pensa primeiro? No engenheiro mecânico, é claro! E se for uma fábrica de papel? Bem, pelo menos eu pensaria primeiro em um engenheiro químico.
Entretanto, esse cenário tem mudado à medida que o engenheiro de produção passa a ser cada vez mais reconhecido pelo mercado. O curso de engenharia de produção deve ser sim levado em conta por quem quer fazer engenharia e ter uma formação mais generalística. Porém, como qualquer graduação, ele tem inconvenientes, e eu posso dizer, partindo do que estudei sobre administração de empresas, que o administrador mesmo é “alguém que sabe muito porque sabe pouco sobre muita coisa”, como se costuma brincar.
***
Visões preconceituosas não se justificam, ao passo que cada graduando pensa em defender o próprio curso. Entretanto, à medida que cada um conhece bem o próprio curso e tem uma ligeira noção dos outros cursos, fica mais fácil reconhecer as próprias prioridades e decidir que tipo de formação deseja ter.

Construtoras contratam haitianos para suprir falta de mão de obra


Depois que o governo federal autorizou a emissão de cem vistos mensais para haitianos que queiram se mudar para o Brasil, aumentou o número de cidadãos do Haiti nas obras brasileiras. Segundo o governo do Acre, pouco mais de mil haitianos já deixaram o estado em busca de oportunidades pelo país. Mato Grosso, Rondônia, Paraná e Santa Catarina são os principais estados que receberam grupos de estrangeiros no começo deste ano.
Eles buscam uma vida melhor no Brasil e se aproveitam da atual falta de mão de obra. A construtora Odebrecht, por exemplo, contratou cerca de 40 homens que estavam refugiados em Brasiléia (AC), para trabalhar na construção da hidrelétrica de Teles Pires, no Mato Grosso. Além disso, outros 50 haitianos estão em processo de legalização e devem ser contratados para trabalhar na usina de Santo Antônio, em Porto Velho (RO). Na cidade de Navegantes, em Santa Catarina, a construtora Inbrasul contratou 17 funcionários oriundos do Haiti.
Já em Cascavel, no Paraná, já são 44 estrangeiros contratados para trabalhar nas obras de ampliação de um hospital e de uma faculdade, sendo a maioria haitiana, embora haja alguns imigrantes da República Dominicana. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Cascavel (Sintrivel) pretende acompanhar o trabalho do grupo para garantir que eles recebam os mesmos direitos de trabalhadores brasileiros.
No início deste ano, o governo do Brasil anunciou que vai conceder anualmente 1,2 mil vistos a imigrantes haitianos, sem exigência de vínculo empregatício. Cada visto permite ao cidadão haitiano trazer a mulher, marido ou companheiro, pai e mãe, além dos filhos com menos de 24 anos, desde que sejam solteiros, estudantes e dependentes financeiramente. O estrangeiro que entrar no Brasil sem visto pode ser deportado.

Brasil precisa de 60 mil engenheiros


JANEIRO 29, 2012 by EDUARDO CAVALCANTI in CURIOSIDADESENGENHARIA with 0 COMMENTS
O Brasil está cheio de oportunidades de trabalho, em especial na área de Engenharia Civil.
Com a realização no país do Mundial de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, a carência de mão-de-obra estrangeira é maior na área de Engenharia Civil.
A aproximação do Mundial de Futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 tem aquecido o mercado de trabalho brasileiro e proporcionado diversas oportunidades para estrangeiros com objectivo de trabalhar no país. Com a pujança econômica do Brasil – e o resfriamento dos mercados nas grandes potências -, a procura de estrangeiros por um espaço no mercado de trabalho brasileiro tem aumentado de ano para ano.
Mais do que a receptividade atribuída à cultura e população brasileira, a carência de mão- de-obra em sectores específicos da economia é o principal fator atrativo. O ano passado, só até final de Junho, já haviam sido autorizados 26.545 trabalhadores de outras nacionalidades a trabalhar no Brasil. A maior parte desses imigrantes – cerca de 52,92% do total – já tinha terminado os estudos universitários.
Por outro lado, desde 2008, é decrescente o número de autorizações não concedidas pelo Ministério do Trabalho. Entre Janeiro e Junho de 2011, 866 vistos tinham sido negados – cerca de 25% deles por indícios de que viriam substituir mão-de-obra nacional.
Com o país transformado num grande estaleiro de obras graças aos dois eventos internacionais que terão lugar no Brasil, um dos sectores ainda bastante desfasados no mercado de trabalho nacional é o de engenharia – principalmente civil. Segundo a ‘partner’ de Human Capital da Ernst & Young, Raquel Teixeira, há um défice de 60 mil engenheiros no mercado nacional.
Muitas oportunidades também se têm concentrado no sector de óleo e gás, uma vez que a descoberta, pesquisa e exploração do pré-sal criou novas necessidades de profissionais para o mercado brasileiro. Faltam técnicos especializados no trabalho de prospecção e gestão das atividades neste sector. Não é por acaso que as plataformas de petróleo em todo o litoral brasileiro são preenchidas por trabalhadores de diversas nacionalidades – mais estrangeiros que propriamente brasileiros.
Portugueses
A entrada de portugueses no Brasil é crescente. Em 2010, foram concedidas 798 autorizações, enquanto, entre Janeiro e Junho de 2011, o Ministério do Trabalho já havia concedido 509 vistos de trabalho para o país. A maior parte deles – 211, segundo dados do Ministério do Trabalho – têm-se direcionado para o Estado de São Paulo, cuja capital é o principal centro financeiro do país.
Segundo Raquel Teixeira, os portugueses chegam ao Brasil sobretudo para preencher cargos diretivos, ou seja, já encaminhados por multinacionais com atuação em Portugal. “Geralmente os portugueses que desembarcam aqui não têm um perfil muito técnico”, adianta a responsável da Ernst & Young.
Americanos, filipinos e indianos
Atualmente, a maioria dos imigrantes que vai trabalhar para o Brasil chega dos Estados Unidos. Segundo Raquel Teixeira, a maior parte dos 7.550 americanos que conseguiram visto de trabalho no país, no mesmo período em análise, trabalham em cargos de direção em multinacionais locais.
Entre Janeiro e Junho de 2011, o Brasil já tinha autorizado também o trabalho de 6.531 filipinos, que compõem o segundo lugar na concessão de vistos de trabalho. A maior parte deles recebe autorização para trabalhar em navios turísticos que aportam no litoral brasileiro.
Os indianos são conhecidos internacionalmente pelo trabalho na área das Tecnologias de Informação. Graças a essa habilidade, no primeiro semestre do ano passado, 3.237 foram autorizados a trabalhar no Brasil.
Brasil
O maior país lusófono do mundo é também a maior economia da América do Sul. Com mais de 192 milhões de habitantes, é o único onde se fala português em todo o continente americano. Resultado da imigração vinda de muitos países, o Brasil é uma das nações mais multiculturais e com mais diversidade de etnias do planeta.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Evento apresentará casas do Minha Casa, Minha Vida construídas com compósitos


OUTUBRO 16, 2012 by EDUARDO CAVALCANTI in ARQUITETURA, CIVIL, ENGENHARIA with 0 COMMENTS

A Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (Almaco) vai expor casas populares construídas com compósitos durante a Feira e Congresso Internacionais de Composites, Poliuretano e Plásticos de Engenharia (Feiplar), que será realizada no dia 6 de novembro. As habitações são homologadas pelo Minha Casa, Minha Vida.
Compocity também trará soluções para transportes, lazer e energia
De acordo com Gilmar Lima, diretor da MVC, empresa que fabrica as casas, os compósitos são aproveitados nas paredes internas e externas, no forro e na caixa d’água das habitações.  O sistema construtivo é modular e integrado. “Com isso, ganhamos velocidade de construção e facilidade na montagem, em função, inclusive, do baixo peso desse material”, afirma Lima. Segundo ele, o material dispensa o uso de pintura.
Já em relação aos cuidados com a aplicação do compósito, o diretor da MVC destaca o projeto. “Os cuidados dizem respeito à especificação dos compósitos corretos e dos materiais que farão parte do produto, como materiais de núcleo e adesivos de colagem e vedação”, explica.
Segundo o diretor, a MVC adquiriu a primeira homologação para utilização do material nas edificações em 2003. Em 2009, veio a segunda versão, válida para todo o País. Atualmente, a tecnologia está em fase de certificação no Sistema Nacional de Aprovações Técnicas (SINAT).
As casas populares construídas com compósitos estarão expostas na Compocity, área de três mil m² que ainda vai trazer outros projetos com o material, como escolas e soluções para transportes, lazer e energia.

O projeto de construir em Belo Horizonte o prédio mais alto da América Latina começa a virar realidade


OUTUBRO 17, 2012 by EDUARDO CAVALCANTI in CIVIL, ENGENHARIA with 0 COMMENTS

Aconstrutora mineira PHV oficializou na semana passda o interesse em erguer o arranha-céu de 350 metros de altura dividido em 85 andares, idealizado pelo escritório de arquitetura Farkasvölgyi, do também mineiro Bernardo Farkasvölgyi. O empreendimento, deve exigir investimentos de R$ 2 bilhões.
A princípio, somente a torre comercial tem viabilidade financeira garantida. O restante do complexo arquitetônico – que além da torre de vidro de 85 andares ainda incluiria uma arena multiuso com capacidade para 40 mil pessoas e um espaço de entretenimento com 40 mil metros quadrados – continua a espera de investidores que já manifestaram interesse.
O presidente da PHV Engenharia, Paulo Henrique Vasconcelos, lembra que o valor estimado de R$ 2 bilhões compreende todo o empreendimento. “O prédio em si exigiria investimento menor. Para termos certeza do quanto será aplicado, estamos esperando que saiam as regras de operação urbana consorciada da região para avaliarmos o potencial construtivo da área”, explica Paulo. Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, o projeto de lei da operação urbana prevista para a região do Bulevar Arrudas sairá até o final do ano.
Proprietária de um terreno de 15 mil metros quadrados na área prevista para instalação do arranha-céu – em frente ao Boulevard Shopping –, a PHV já negocia outros 15 mil metros quadrados no mesmo local. “Mas somente os 15 mil iniciais já são suficientes para receber a torre”, afirma. Paulo Bernardo acrescenta que o restante do terreno, que deve somar 85 mil metros quadrados, também está em fase de prospecção. “Estamos negociando as demais áreas com a prefeitura, inclusive no que diz respeito à remoção da favela que se encontra na região. Estão sendo estudados outros locais que poderiam receber esses moradores”, afirma.
A expectativa é de que o empreendimento seja dividido em andares e salas comerciais totalizando 100 mil metros quadrados de área de vendas e de que o metro quadrado seja cotado a cerca de R$ 10 mil. No último andar, seria construído um restaurante. “Na base, serão instaladas lojas para atendimento ao complexo”, acrescenta Paulo. Alguns dos andares seriam destinados a hotelaria.
Por sua vez, até o final do ano o projeto deve ser apresentado à prefeitura, com expectativa de que seja aprovado ainda em 2013. “Assim que sair a liberação, já começamos as obras. Se iniciadas ano que vem, o prédio ficaria pronto em 2018”, estima Bernardo.

Canadense projeta minicasa itinerante e ecológica


OUTUBRO 18

, 2012 by EDUARDO MIKAIL in AMBIENTAL, ARQUITETURA, ENGENHARIA, MEIO AMBIENTE with 0 COMMENTS

O canadense Laird Herbert desenvolveu uma pequena casa ecológica que pode ser levada para onde for. Esta é uma boa solução para os que gostam de viajar muito e, por isso, quase não sobra tempo para se estabelecer em um local fixo.
Com criatividade em projetar e construir, Herbert comercializa as casas portáteis. Ele testou vários protótipos até chegar ao modelo atual, que chama de “versão 2”. Apesar de pequena, a casa tem um espaço confortável e pode acomodar mais de uma pessoa.
A residência apresenta uma sala de estar com sofá-cama, cozinha funcional, banheiro com banheira compacta e uma área de jantar. Além disso, a casa dispõe de muitos ​​elementos sustentáveis, como a compostagem do banheiro, sistema eficiente para aquecimento e armazenamento de água e iluminação de LED.
Morador da cidade canadense de Whitehorse, Herbert projetou a casa com isolamento para suportar o clima frio da região. Toda a estrutura é feita com madeira certificada pelo selo FSC, com reaproveitamento de materiais, acabamentos naturais e produtos ecológicos. Um bom exemplo do cuidado ambiental é que ele deu preferência por utilizar tintas livres de solventes orgânicos voláteis.
Além disso, a minicasa possui grandes janelas, o que facilita a entrada de luz e reduz o uso de qualquer tipo de energia durante o dia, e painéis solares no teto. As casas podem ser personalizadas a pedido do cliente.
O jovem abriu seu próprio negócio e comercializa a Leaf House. Para informações sobre valores e condições para compra acesse o siteCom informações do Gizmag.