quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Leve seu cliente a sério!


Uma das tarefas mais desafiadoras na gestão de uma empresa é a conquista e a manutenções de clientes, SATISFEITOS.
Quando ele compra é bom.
 Quando compra e paga ele é excelente.
Se comprar, pagar e reclamar, muda o tratamento, passa a ser um injusto, chato ou exigente demais.
Esta semana escutei uma entrevista na rádio CBN onde a discussão era sobre a possibilidade das operadoras que vendem acesso a internet terem que garantir a entrega de no mínimo 60% da velocidade a qual vendem.
Explico melhor:
Hoje se você adquire um plano de internet de 1 mega, via modem 3G, a operadora telefônica, por contrato garante a entrega de 10% ou seja, 100 kb, os outros 900 kb de velocidade você conseguira atingir, com muita sorte, nas madrugadas.  Na média o cliente fica com 250 kb, sendo que comprou e paga por 1 mega. Nas conexões via cabo não é muito diferente.
Isso não é venda , tem outro nome, é enganação.
Por essas e outras que elas disputam entre si os primeiros lugares do ranking de reclamações junto ao PROCON.
Este é um simples exemplo, poderia citar aqui dezenas deles, mas não é o caso.
Quando entramos nos sites institucionais das empresas, principalmente as maiores, encontramos bonitas páginas com MISSÃO , VALORES e CÓDIGOS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA (nova moda), onde o cliente figura como rei absoluto.
Não prática, creio que sejam apenas nessas declarações formais que eles figuram realmente como importantes, pois, raras são as empresas que entregam de fato o que prometem e que conseguem atingir um nível de satisfação elevado junto a sua carteira de clientes.
Lanço um desafio, experimente, na sua empresa cuidar pessoalmente das 100 próximas vendas realizadas.
Acompanhe o passo a passo desde o primeiro contato com o cliente, a compra, a entrega, e ao final, pessoalmente, por telefone ou por e-mail entre em contato com ele, se identifique como o dono da empresa e peça a sua mais sincera avaliação da impressão que ele teve da sua empresa como um todo e que o poderia ser melhorado, sob o ponto de vista dele, como cliente, para que ele retorne mais vezes.
Caro amigo, se sofrer do coração recomendo que consulte o seu cardiologista antes, pois, esteja preparado para viver fortes emoções.
Alguns desses clientes falarão a verdade, seja humilde e aceite as críticas, para o bem da sua empresa.
Temos o péssimo habito de achar que somos perfeitos e fazemos o melhor que podemos, nos e nas nossas empresas.
Nem sempre é essa a percepção verdadeira daqueles que são os seus clientes, acredite e mude,  PARA MELHOR!!!

A liberdade e a publicidade na internet


A internet é livre cada um escreve o que quer, os leitores selecionam e decidem onde irão gastar o seu tempo de leitura.
Nada conseguirá ser mais democrático do que isso, é o apogeu da liberdade de expressão.
No Blog do Empreendedor já fiz as minhas escolhas, não pretendo ganhar dinheiro através do blog.
Ele será o espaço onde compartilho as experiências adquiridas e também divulgo, através de artigos a síntese das pesquisas que realizo sobre temas afins ao empreendedorismo.
Um blog que tem metas de quantidade de posts e trabalha para atingir recordes de audiência, para em seguida comercializar publicidade, em minha opinião deixa de ser um blog e vira um site comercial, podendo colocar em xeque a qualidade do material que divulga, pois, o desejo de vender publicidade poderá inibir a liberdade da escrita.
O conflito na relação entre publicidade e os meios de informação é antiga no meio jornalistico, no eixo tradicional da TV – Revistas – Jornais e cada dia mais esse conflito migra para a web.
O grande juiz desse relação será o leitor que aos poucos perceberá que os seus espaços preferidos na web foram inundados com banners e outros links comerciais e abandonará esses sites, como um dia fez com a TV aberta.

Apple, a empresa mais valiosa do mundo!


A Apple, que disputava com a Exxon Mobil Corp a primeira colocação, como a empresa mais valiosa do mundo,  ela superou a Exxon ao atingir um valor de mercado estimado em US$  337 bilhões.
Creio que isso não estimule num um pouco Steve Jobs, que tem a frequência máxima nas suas criações.
Mas para nós que estamos na plateia é emocionante, pois a Apple é 100% inovação e disputa o mercado unidade a unidade de produtos eletrônicos de consumo, enquanto que a Exxon atua num mercado que pouco tem a ver com o consumidor final, se não abastecermos o carro ele para, portanto não temos escolha.
A Exxon vive num ambiente cartelizado e a Apple no mais livre e cruel dos mercados, onde até as suas lojas conceito são clonadas na China, quem dirá os seus produtos.
Quando compro um produto da Apple foi por puro desejo de explorar e curtir, seja ele um Iphone,  Ipod, um Mac  ou mesmo o concorridíssimo Ipad, quanto ao preço sei que é mais caro, mas ela consegue transitar no eixo mais nobre, os seus produtos despertam admiração, desejo, funcionam perfeitamente ao ponto de encantar os usuários.
A valorização da Apple é fruto do reconhecimento do seu público pela sua capacidade inventiva e a visão de criar os produtos para as necessidades que ainda não existem.  Isso gera valor ao extremo.
Steve Jobs congrega duas habilidades que raras vezes habitam na mesma pessoa, a genialidade da criação e a capacidade de gestão, por isso ele se torna tão diferente dos simples mortais.
  Um gênio que  comanda a Apple como todo empresa deveria ser comandada, buscando sempre o novo, transformando essa busca em produtos reais, que somada ao cuidado e  atenção máxima aos usuários e clientes a torna imbatível e um modelo a ser seguido.

Fonte: Blog do Empreendedor

Palpite no negócio alheio


Em 16 de janeiro de 2006, o jornal The New York Times, publicou uma entrevista  com o Presidente do conselho de administração da DELL, Michael Dell, a pergunta era que conselho ele daria a Steve Jobs para consertar a APPLE, a resposta foi:
“Eu a fecharia e devolveria o dinheiro aos acionistas”.
Naquele momento a DELL era líder de vendas mundiais no mercado de PC, Michael Dell havia se afastado do comando da empresa e desfilava como um grande vencedor, ocupando o assento de presidente do conselho de administração.
A APPLE se recuperava de uma década turbulenta, alternância de CEOs,   instabilidade na vendas e queda de lucros.
Steve Jobs retornava ao comando da APPLE naquele momento, após o seu afastamento traumático pelos acionistas, agora revigorado e  cheio de idéias, decidido a transformar a empresa, dando-lhe uma nova perspectiva a partir do lançamento de produtos inovadores.
Em seguida o que aconteceu todos sabemos, a DELL afundou numa crise de vendas, Michael Dell teve que retornar como CEO da DELL para salvá-la e a APPLE disparou em vendas e lucros.
Ironia do destino ou algo previsível?
O que Michael Dell não percebeu é que enquanto se ocupava em dar palpites sobre a APPLE, sua empresa já dava sinais de esgotamento na estratégia principal, que era a venda de PC a baixo custo via internet.
Por outro lado Steve desenvolvia novos produtos como o IPOD, IPHONE, ITUNES e IPAD, inovação em estado líquido.
Transportando esse episódio para o nosso dia a dia, quantas vezes nos deparamos com empreendedores especializados em palpitar sobre os negócios dos outros, como se fosse PHD na empresa alheia e descuidam do básico nas suas empresas?
Por que nossa lente é tão aguçada quando olhamos para o negócio dos outros e tão míope quando olhamos para dentro do nosso negócio?
Será que é por que temos o hábito de considerar que as nossas idéias são as melhores e que acertamos sempre?
Realmente não sei a resposta, apenas constato que se o tempo dedicado a palpitar sobre o negócio alheio fosse dedicado a melhorar o empreendimento que temos sob o nosso comando a chance de sucesso seria aumentada enormemente.

Decisão e liberdade para empreender


Pode ser de um traço cultural da nossa sociedade, mas aceitamos com muita passividade os nossos empregos,  as limitações que  são impostas no nosso desenvolvimento profissional, acabamos submissos e abrimos mão dos nossos verdadeiros sonhos, protelamos demais as nossas realizações.
Algo precisa ser mudado de imediato no nosso comportamento, para que possamos romper o estado de letargia e avançar com nossos projetos pessoais.
Olhe a sua volta e veja quantas pessoas não suportam mais os seus empregos, mas permanecem neles por uma série de motivos, desde a falta de opção, necessidade, acomodação ou  medo.
Faça uma pesquisa na sua rede de relacionamento, sobre o tema emprego e empreendedorismo, sugiro algumas perguntas:
1)    Você está satisfeito no seu emprego?
2)    Se pudesse mudar, o que gostaria de fazer?
3)    Quanto gostaria de ganhar?
4)    Quantas horas por dia seria ideal trabalhar?
5)    Tem alguma ideia que acha que poderia transformar num negócio vencedor?
6)    Já considerou a hipótese de se tornar um empreendedor?
Carreira está diretamente ligada à satisfação e remuneração, enquanto o empregado tem a percepção clara de que seu esforço está sendo recompensado, com aprendizado contínuo, promoções e aumentos salariais ele está conectado a empresa, quando ele perde essa percepção começa o processo de insatisfação e busca de alternativas.
Reter talentos virou moda, toda empresa diz ter um plano para reter os seus melhores empregados, mas na prática isso não é uma verdade, valorização e meritocracia é uma prática que exige decisão e pulso para não ceder a casuísmos.
As empresas cada dia mais adotam a visão simplista de cumprimento de metas, lucro a qualquer custo e sacrificam seus empregados com estruturas deficitárias, jornadas extensas e acham que está tudo bem.
O modelo de gestão empresarial baseado no imediatismo provoca o sucateamento humano, por mais que digam não, os profissionais estão insatisfeitos, inseguros e grande parte se apoiam em medicamentos para suportar as pressões do dia a dia.
Segundo reportagem divulgada na revista super interessante em 2011, o Brasil está entre os três países do mundo que mais consomem o remédio RIVOTRIL, utilizado para controlar a ansiedade dentre outros distúrbios emocionais. Isso é alarmante.
A decisão de buscar alternativas deve ser praticada a partir do momento que a permanência na sua atividade atual não se justificar mais, o quanto antes melhor, pois chegará o momento em que seu emprego atual estará comprometendo a sua saúde e a capacidade criativa, isso poderá diminuir  as  chances de sucesso na nova empreitada.
A hora de partir para sua jornada empreendedora é uma decisão pessoal e intransferível, que deve ser calculada meticulosamente, mas se faz parte dos planos deve ser executada.

Fonte: Blog do Empreendedor

Quem te ajuda a empreender?


Todo empreendedor é um cavaleiro solitário, desde a concepção da idéia  e durante todo o processo de transformação da sua empresa.
Vá fundo na história de cada empreendedor e verá que durante alguns momentos existe colaboração, mas durante a maior a parte do tempo a gestação do negócio é uma jornada introspectiva.
Teria como ser diferente?
Sim e Não!
NÃO se pensarmos em empreendedorismo como um processo de transformação da nossa realidade, com negócios baseados em idéias que façam diferente, que melhorem o que já existe e que provoquem rupturas na  ordem já estabelecida.
Os grandes negócios que mudaram o mundo não foram criados em assembléias, o processo de criação coletiva corre sempre o risco de permanecer no lugar comum e fazer sempre mais do mesmo. Os loucos e criativos são sufocados pelos conservadores.
SIM se o seu negócio for uma cópia fiel do que já existe. Se você for inciar um negócio comum não precisará se esforçar muito no processo de criação, já estará quase tudo pronto e só replicar. Você precisará ser um bom executor.
As franquias são o melhor exemplo de cópia, onde o processo de criação fica concentrado no gestor da marca, o criador. Você será um mero representante, e de preferência que não crie nada para não atrapalhar.
Costumo dizer que franquado é um empresário que tem patrão.
Aqueles que buscam as verdadeiras criações, tem um prêmio pela ideia,  o sucesso, a notoriedade, a fama e as vezes o dinheiro.
Empreendedorismo, quando falamos do processo de criação, é misto de ciência e arte, a linha que separa as duas é tênue e muitas vezes imperceptível, se a opção for por um negócio tradicional, nada de errado nisso, ele é uma das opções.
Cono dizia o irreverente músico Cazuza “Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades, o tempo não para…”.

Fonte: Blog do Empreendedor

Omissão – o pior dos comportamentos


Uma empresa só sobrevive se estiver alicerçada sobre a verdade e a confiança daqueles que depositaram nela as suas expectativas, sejam empregados, investidores, fornecedores e principalmente os clientes.
Não existe UTI para empresas, o coração que pulsa por detrás de um CNPJ não está nela e sim nos seus apoiadores, por isso que quando eles se afastam levam consigo a vida que haviam “emprestado”.
Um dos principais motivos de derrocada de uma empresa é a omissão dos seus sócios e gestores, se eles não forem o exemplo, nada dará certo, pois, a quem seguirão os colaboradores e em quem se espelharão.
A presença firme e certeira dá segurança e dissemina a paz que uma empresa precisa para enfrentar os grandes desafios diários que tem pela frente, tenha ela dez ou mil empregados, são raras as empresas que nascem grandes no porte, mas deveriam ser muitas as empresas que nascem e permanecem grandes no propósito de fazer o bem e melhor servir.

O negócio de cada um!


Um país empreendedor não é um país de poucos e excepcionais milionários e bilionários.
Uma nação empreendedora é baseada em oportunidades iguais para todos que queiram ter seu negócio próprio.
Nos últimos dez anos evoluirmos bastante, segundo pesquisas recentes somos o terceiro país do mundo em abertura de novos negócios.
Mas isso só não basta.
É preciso qualificar os nossos empreendedores.
Um modelo de gestão baseado em objetivos claros, um software de gestão simplificado que permita controles precisos, empréstimos sem burocracia, leis que não penalizem demasiadamente os que erram de forma honesta.
Vejo o empreendedorismo como a porta de entrada para uma nação no novo mundo, não no mundo chamado desenvolvido, pois, pouco do que eles praticam serve para nós.
O novo mundo que falo é um ambiente onde cada um posso produzir aquilo que desejar e que lhe permita uma renda que garanta uma vida descente, isso pode acontecer com micro e pequenas empresas que faturem, cinco ou dez mil reais por mês, que significará um grande avanço para quem ganha poucos salários mínimos por mês.
Imagine se todo empreendedor que iniciasse seu negócio conseguisse dobrar a sua renda líquida em dois anos?
Isso seria magnifico para a vida dessas pessoas e indiretamente para a economia de um país.
Possível? sim!  basta criar o modelo e duplicar.
Para isso precisaremos de mais ação e menos política no comando das entidades empresariais.
Essa verdadeira transformação acontecerá tanto mais rápido quanto conseguirmos criar essa consciência coletiva nos nossos representantes e governantes.
Precisamos começar a defender essa ideia!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Quando o sucesso pode depender do fracasso


Quando escrevi o artigo “O fracasso como ponto de partida” em novembro de 2006, o objetivo era compartilhar com o leitor o meu ponto de vista sobre a importância dos insucessos profissionais ao longo da carreira e do exercício do empreendedorismo.
O blog do Empreendedor estava no seu terceiro mês de vida e nem sabia ao certo quanto tempo ele ficaria no ar, mas arrisquei ao colocar este título, pois era exatamente sobre o que gostaria de escrever.
Passados três anos e nove meses, resolvi revisitar o artigo, com a idéia de fazer referência a ele num novo texto que estou editando sobre o tema.
Para minha surpresa, vi que ele foi lido por apenas 937 pessoas ao longo de três anos e nove meses, ao contrário de outros de artigos editados no blog que superaram a marca de 9.000 leitores.
É interessante como o brasileiro tem medo do fracasso, seja na vida real ou num simples artigo.
Isso é o que chamo de bloqueio com múltiplas origens, fruto de um modelo educacional inadequado, associado a uma prática de empreendedorismo com bases empíricas, as pessoas não são preparadas para criar negócios e sim procurar empregos.
Entendo que a nossa sociedade precisa mudar e se tornar mais tolerante com o fracasso, só assim estaremos verdadeiramente apoiando as iniciativas empreendedoras ao considerar os insucessos como degraus para a implantação de empresas vitoriosas.

A ascensão social das famílias no Brasil


A ascensão social das famílias no Brasil, na última década, baseado no aumento da renda e redução da inflação, ampliou de forma significativa o potencial de consumo dessas famílias,  gerando oportunidades inigualáveis para empresas que perceberam e buscaram, de alguma forma atender essa demanda que até então estava reprimida.
Uma das empresas que mais se destacou neste período, com relação a percepção de que algo estava mudando,  foi a Casas Bahia,  que direcionou suas vendas para esse público, facilitando o pagamento em suaves e longas parcelas, o que sustentou seu crescimento meteórico, ao ponto de ser questionada se seu negócio era vender móveis e eletrodomesticos ou crediários.
Entre 2000 e 2005 foram sete milhões de novas famílias que migraram para a classe C.  Tomando por base a década 2000-2010,  já são 31,9 milhões de novos integrantes (IBGE), um contingente nada desprezível de novos consumidores, com capacidade financeira expandida e muitos sonhos a serem realizados.
 A cada degrau que a família ascende na escalada social, muda a cesta de produtos consumidos, acrescendo a ela deste de alimentos mais elaborados como iogurtes até bens duráveis como TV de LCD, o primeiro carro e o primeiro imóvel, mesmo que sejam financiados.
Este assunto foi tema no Blog do Empreendedor, durante o segundo semestre de 2009, abordado em  três artigos editados com os seguintes títulos:     O novo consumidor e seus anseiosMelhoras na ascensão social; A nova Classe média, um dos pilares na retomada do crescimento
Volto a abordá-lo para divulgar o trabalho da Fundação Getúlio Vargas – FVG, através do Centro de Políticas Sociais – CPS: “ A Pequena Grande Década: Crise, Cenários e Nova Classe Média”; que está disponível para leitura e consolida o assunto até o momento atual.
Para empreendedores estrategistas, conhecer a fundo esses movimentos sociais significa sair na frente na redefinição dos rumos que sua empresa deve seguir.

O simples e o Complexo no empreendedorismo


Tornar simples o que é complexo é o grande desafio do empreendedor.
Onde muitos encontram problemas o empreendedor enxerga solução e oportunidade. É como se a mente fosse treinada para ver por outros ângulos, utilizando uma lente diferenciada que permite a tradução dos sinais que ali se encontram.
Um negócio na vida real é a soma de múltiplas variáveis desordenadas, de difícil controle e conexão.
Mas, há de se considerar que o conceito de simples e complexo é mais subjetivo e pessoal do que se possa imaginar.
Para um financista uma montanha de cálculos de um projeto de investimento é como se fosse um passeio no parque, esse é o mundo dele, ele se preparou para isso, sua dedicação é para entender e elaborar o melhor e mais preciso de projeto, por isso parece tão fácil.
Pense neste mesmo financista com a tarefa de pintar um quadro ou fazer uma escultura? Como seria?
Quem nunca encontrou pelos bares aquele caricaturista, que olha para você discretamente algumas vezes e ao final chega até a sua mesa e oferece por poucos reais um retrato seu de alta qualidade, com todos os seus traços bem definidos, uma verdadeira obra de arte, feita em minutos.
Agora pense neste artista trabalhando na planilha de investimentos do financista, daria para confiar e realizar o investimento?
Realizar cálculos para o financista é simples, mas fazer um retrato é complexo, já para o artista fazer o retrato é um prazer e enfrentar uma planilha de cálculos será um sofrimento eterno.
O empreendedor entra neste contexto com o mesmo papel de um maestro, conhecendo todos os instrumentos, mas não necessariamente tocando todos com alta performance.
O que ele realmente precisa é conseguir realizar as melhores combinações com os estímulos que tem a sua disposição.
Assim acontece no mundo das idéias. O complexo pode e deve se tornar simples, a todo momento, permitindo o surgimento de novos negócios.
Se você é um candidato a empreendedor, experimente trocar a sua lente o observar tudo o que te cerca por novos ângulos.

Quando tudo dá certo, qual é o passo seguinte?


Ao iniciar a sua jornada o empreendedor traça seus planos profissionais e pessoais, passado algum tempo faz uma pausa a fim de avaliar se aquilo que planejou aconteceu de fato.
Imaginem que para sua grata surpresa a empresa criada outrora vai muito bem, seus planos foram todos realizados, uma bela casa, carros do ano, viagens de férias, filhos bem formados, imóveis alugados e uma razoável economia financeira que garantirá a aposentadoria.
E agora, quais seriam as motivações seguintes?
Vejo dois caminhos:
- O primeiro é a opção de poucos, mas vem ganhando adeptos dentre os empreendedores atuais, que é diminuir o ritmo e usufruir do que foi conquistado, profissionalizando a empresa e dedicando mais tempo a família e para si próprio. Se possível dedicar algumas horas semanais numa entidade assistencial que vise à melhoria da sua comunidade.
- Já o segundo caminho, que é a opção da maioria, é quando a ambição saudável é trocada pela ganância e o nosso nobre empreendedor refaz os planos, e passa a desejar o poder eterno na empresa, uma coleção de carros importados, quem sabe um barco e até um avião, afinal, sonhar não paga pedágio e ele está livre para desejar.
E a família? Os planos pessoais? Onde foram parar?
Quando a segunda opção é a vencedora, eles acabam ficando para trás, não conseguem ou não querem acompanhar, sentem que são meros coadjuvantes neste filme que não tem definido ao certo seu gênero, se terminará como suspense ou drama.
Para o empreendedor obcecado pelo sucesso, as justificativas servem para acobertar tanto o certo como o errado, cada um usa como melhor lhe convier.
A visão de mundo que nos é vendida hoje é justamente a segunda, do poder, da cobiça, da traição e da ganância, são contra-valores que só afastam a nossa sociedade do melhor caminho.
Vendo o ambiente se comportar dessa forma me pergunto se os nossos filhos terão essa mesma visão de lista de desejos amparada basicamente no materialismo ou se migrarão para uma ambição mais comedida e saudável.
Será que estarão mais preocupados em reconstruir o que devastamos do que acumular indefinidamente, só pelo prazer de acumular?
Percebo alguns sinais positivos nesta direção e a minha esperança é que eles se frutifiquem.

O Empreendedor vitorioso se espelha nos melhores


Na construção de um novo negócio, uma das ferramentas mais úteis, a meu ver, são as redes de relacionamento, onde as pessoas têm a oportunidade de trocar experiências e conseguem com isso eliminar etapas que seriam vencidas na base da tentativa e erro.
Sempre que sou procurado para opinar sobre um novo negócio, primeiro escuto o que meu interlocutor tem a falar e depois analiso se na minha experiência de vida teria algo catalogado que, de alguma forma seja útil para ele nesta fase de pesquisa e decisão, caso contrário não arrisco o palpite.
Um cuidado grande que deve ser tomado por quem parte em busca de informações sobre um novo negócio é encontrar fontes confiáveis. Possíveis concorrentes nem sempre são verdadeiros nas suas afirmações, pelo simples fato de serem concorrentes.
Palpiteiros de plantão são aqueles cidadãos que nunca deram certo em nada, mas entendem de tudo, desde fabricação de turbina de avião até nanotecnologia, fuja destes falsos sábios.
Gosto muito do equilíbrio entre a experiência dos empreendedores que já estão nos seus negócios a mais de vinte anos com os novos empreendedores que estão conseguindo triunfar a partir de novas experiências baseadas em tecnologia ou mesmo simples ousadia de mudar coisas já consolidadas, que passam a ser ofertadas de uma forma inovadora.
Entidades de apoio como SEBRAE, FIESP, FIERJ, FIERG, Associações Comerciais, dentre outras são fundamentais, mas insuficientes, apesar de representarem, não vivem o dia a dia do negócio, nada contra os atendentes que orientam nos balcões, só uma ressalva.
Uma sugestão é listar as pessoas que mais entendem sobre o negócio que você pretende montar e tentar contato com elas, seja por e-mail, telefone, ou mesmo através de reportagens publicadas por eles sobre o tema. Professores renomados de universidades públicas são bastante acessiveis. Veja na sua cidade quem seriam essas pessoas e tente um contato presencial
Dedique o tempo que for necessário nesta fase de pesquisa, mas, lembre-se sempre, nunca ouse acreditar que já sabe tudo e que está pronto, é preferível crer que já sabe o necessário para começar, mas que ainda terá muito a aprender.
Fonte: Blog do empreendedor

Empreendedorismo – Sobrevivência, ambição e ganância


O empreendedor, na origem de seu negócio é movido pelo mais puro instinto de sobrevivência e fará o que for preciso para vencer as armadilhas  pelo caminho.
Após superar a fase inicial, sendo o negócio rentável, os excedentes de caixa permitirão que a empresa se estruture e  possibilitarão aos sócios uma qualidade de vida melhor.
Mantido o crescimento, ano a ano, com a distribuição dos lucros, alguns  sócios irão adquirir bens a ponto de conquistarem a tão sonhada independência financeira e uma aposentadoria tranqüila.
Histórias empresariais de sucesso costumam seguir essas fases, numa condição de normalidade.
Temos momentos onde prevalecem o instinto de sobrevivência, em outros a ambição e por fim a ganância, que é o mais perigoso de todos os comportamentos que um empreendedor pode desenvolver.
Instinto de sobrevivência é básico, esta presente na implantação do negócio e aparece novamente em momentos de crises fortes, quando a existência da empresa corre riscos.
Ambição é saudável, conduz na direção dos objetivos, da forças para vencer as duras batalhas diárias.
Ganância pode se tornar negativa, tirar o empreendedor dos trilhos, geralmente é ferrramenta daqueles que aceitam pegar os “atalhos” para chegar antes dos demais, que cumprem o que é exigido legalmente.
A fase da ambição é o ápice,  deveria ser a fase onde o empreendedor permaneceria por mais tempo, pois, já tem um negócio sólido, um futuro garantido, segurança para tomar as decisões e até se arriscar um pouco mais, o que é bastante interessante para o crescimento do negócio.
Ocorre que, em alguns casos a ambição acaba se transformando em ganância, e o empreendedor entra nesta terceira fase, onde ele passa a viver em função dos ganhos financeiros e é comum que ele se  afaste do  equilíbrio e a da razão, atributos essenciais aos que vencem pelos caminhos corretos.
Por mais que ele tente disfarçar, fica evidente no seu comportamento e nas suas decisões que o negócio passou a ser um meio para lhe gerar ganhos e acumular mais e mais recursos financeiros e bens.
Nada de errado nisso, se parte destes ganhos retornassem para empresa como novos investimentos em estrutura, pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e serviços,  qualificação dos empregados e melhoria nos salários.
O que a vida real tem nos mostrado é que quando a ganância assume o leme os recursos financeiros são drenados da empresa para o patrimônio pessoal dos sócios e passamos a assistir o velho filme com o título: “A empresa pobre e os sócios ricos”.
A verdade é um empreendedor que se afastou dos bons princípios, optou por formar patrimônio pessoal em detrimento da saúde financeira da empresa e buscou uma assessoria para arquitetar um plano de blindagem de patrimônio pessoal.
Na história recente do Brasil Empreendedor podemos listar dezenas de casos que ficaram famosos por terem seguidos esse caminho, empresas que desenvolveram produtos e serviços de sucesso, com alcance nacional, conquistaram a confiança dos seus clientes, empregados, fornecedores, que simplesmente foram traídos e abandonados pelo gestores da empresa que relegaram o negócio e a honra para um segundo plano.
Por outro lado podemos listar milhares de casos onde o empreendedor venceu de forma correta e é um exemplo a ser seguido.
Uma empresa de sucesso não é mérito apenas dos sócios, mas de todos que acreditaram nela, por isso, de uma forma figurativa, ela deixa de ser propriedade exclusiva e passa a ser de fruto da crença que ela recebe da coletividade que a idolatra.

Fama, dinheiro e sucesso financeiro


Carreiras alicerçadas em habilidades excepcionais, quase que inatas, que se destacam dos demais, geralmente são agraciados com fama, sucesso e fortuna.
O sucesso para os famosos vem acompanhado de momentos de euforia, alegria, mas também de muita apreensão, pois, repentinamente saem do anonimato para o estrelato e isso transforma de tal maneira a vida deles que muitos se confundem.
Para esse vencedor, o que mais interessa e se dedicar de corpo e alma na sua carreira, como ele sempre fez, sem ter que se preocupar com mais nada, só assim ele conseguirá desenvolver a sua capacidade criativa e manter o seu desempenho.
Ocorre que o sucesso cobra um preço, que não pode ser pago com o dinheiro acumulado, ele priva da liberdade e traz a preocupação de como fazer para lidar com este mundo novo com o qual o vencedor não está acostumado.
Apenas como exemplo, analise a situação dos dez maiores jogadores de futebol revelados no Brasil nos últimos 10 anos. Quase que a totalidade veio de família simples, com as mínimas condições financeiras e repentinamente conquistaram contratos que colocaram em suas contas correntes valores entre 10 e 50 milhões de reais.
Aí começam os problemas, muito dinheiro, fama, assédios diversos e pouca ou quase nenhuma experiência para lidar com toda essa fortuna conquistada.
Geralmente a gestão destes recursos é confiada a familiares e amigos que também não tem preparação para assumir tais responsabilidades.
A partir daí o filme que assistimos é uma reprise dos erros em série, decisões de investimento totalmente arbitrárias, sem a mínima coerência financeira e que só dilapidam o patrimônio conquistado.
As carreiras com vida curta, como as do jogador de futebol, que duram em média 15 anos, sofrem mais os impactos financeiros dos erros nas decisões de investimento.
Se a visão for fatiar o patrimônio acumulado, a cada nova necessidade, sem um planejamento, um dia ele irá acabar, fatalmente.
Carreiras com decisões financeiras corretas, cujos gastos sejam adequados aos rendimentos obtidos mensalmente, tem maiores chances de permitir uma aposentadoria tranqüila e com conforto desejado.
Independente do tempo que irá durar a carreira, a fama e o sucesso o dinheiro que esses profissionais ganham quando estão no auge é o suficiente para montar um plano de investimento que lhes permitam rendas mensais de, no mínimo, R$ 100.000,00 reais/mês, para o resto da vida, fora a valorização dos bens que serão adquiridos.
A ajuda a familiares (pais e irmãos) é sempre um grande dilema, pois, qual é a medida correta do auxilio financeiro a ser adotada?
 Tudo dependerá do valor da fortuna acumulada e da necessidade de cada um. O que precisa ficar claro é que a vida dos familiares terá que seguir de forma independente e que eles não poderão viver na sombra do artista para sempre.
Um grande exemplo de sucesso na gestão da carreira, com a participação da família é o da cantora Ivete Sangalo, que tem os irmãos diretamente envolvidos no comando da empresa Caco de Telha e cujo patrimônio estimado, superior a 50 milhões de reais, cresce ano a ano. Esse é um raro exemplo de família que evoluiu junto com o artista.
Aí sim dá certo, a família se beneficia do dinheiro num primeiro momento, para em seguida trabalhar numa empresa criada que garantirá uma remuneração também para eles, alem de contribuir para o aumento da fortuna acumulada.
A lista de personalidades ilustres que conquistaram fortuna e gastaram tudo é infinitamente maior do que os que conseguiram mantê-la.
O sucesso financeiro pede primeiro uma fonte de receita, segundo uma boa gestão e terceiro de prudência nos gastos. Isso também se aplica as grandes fortunas.

O negócio dos sonhos


Qual será o melhor momento para por em prática projetos pessoais e dar inicio ao próprio negócio?
O momento tem a ver com os fatores externos, mercado, economia, facilidades para empreender, mas também tem relação direta com o estado de espírito do futuro empreendedor.
Para quem não tem emprego fixo e salário garantido a decisão fica mais fácil, pois, ele já se encontra numa situação de desconforto permanente, um risco a mais ou a menos fará pouca diferença.
Analisemos agora aquele cidadão bem empregado, com todas as suas necessidades atendidas, casa, carro, família, reserva financeira, dentre outras, por que ele partiria para um negócio próprio?
Ele pode até pensar nisso, mas, poucos, muito poucos deixam essa “segurança” para trás e executam seus projetos pessoais. Por que colocar em risco o que já está garantido?  A maioria prefere congelar seus projetos para depois da aposentadoria, quando terão mais tempo.
Quantos bons negócios poderiam ter nascido? Quantas soluções magníficas deixaram de ser criadas? Quantos novos produtos tiveram seus projetos engavetados? É uma pena, realmente uma pena.
 Voltando ao melhor momento para iniciar um negócio, me recordo de um livro, uma autobiografia que considero fantástica, pela simplicidade, ousadia e determinação desse empreendedor americano.
Ela foi escrita em 1976, e conta a história de um cidadão que sempre sonhou em ter seu negócio próprio de sucesso.
 Durante 17 anos foi vendedor de copos de papel, dentre outros empregos que somados ultrapassavam 30 anos de trabalho.
A grande oportunidade da sua vida surgiu em 1954 quando tinha 52 anos.
Ele pediu demissão de seu emprego (muito bem remunerado naquele momento) e tornou-se representante e distribuidor de uma Batedeira Miltimixer que era vendida por 150 dólares e utilizada em restaurantes e lanchonetes.
Conquistou sucesso nesse negócio, mas continuou a procura de oportunidades, ele acreditava no seguinte ditado: “Enquanto estiver verde, você está crescendo; logo que amadurece, começa a apodrecer.”
Certo dia ficou sabendo que um cliente fazia bastante sucesso utilizando as máquinas multimixer que ele vendia, mais que depressa foi lá ver de perto qual era a grande idéia.
Era uma lanchonete que vendia sanduíche acompanhado de batata frita e Milk shake (feito na multimixer), as pessoas faziam fila para comprar.  Eles não venciam atender os famintos clientes.
O modelo de atendimento era diferente para época, servia refeições de forma rápida, organizada, com qualidade superior a um preço acessível.
Encantado com tudo o que viu, fez uma proposta para os proprietários para que transformassem aquele modelo numa cadeia de lojas, desta forma ganhariam muito dinheiro e ele poderia vender centenas de multimixers.
Assustados os donos da lanchonete responderam: “ Está vendo aquela grande casa branca, em cima do morro,  com uma espaçosa varanda na frente? É a nossa casa e nós a adoramos. À noite, sentamos na varanda, vemos o por-do-sol e olhamos para esta nossa loja, aqui em baixo. É tranqüilo. Não precisamos de mais problemas do que os que já temos em manter isso  aqui aberto. Mais lojas, mais problemas. Estamos numa situação de gozar a vida e é justamente isso o que pretendemos fazer.”
Esse papo aconteceu em 1954, o maluco que vendia as batedeiras de Milk Shake se chamava Ray Kroc, os dois irmãos donos da lanchonete se chamavam Maurice e Richard (apelidados de Mac e Dick) e o sobrenome deles era Mc Donalds.
Ray Kroc  voltou da viagem levando na pasta um contrato de sociedade assinado com os irmãos Mc Donalds e um sonho na cabeça, colocar uma lanchonete em cada canto do mundo.
Ray Croc morreu aos 81 , em janeiro de 1984, o mesmo ano que foi inaugurada a loja de numero 8.000 da cadeia de Fast Food McDonalds
Atualmente são mais de 30.000 lojas ao redor do mundo distribuídos em 120 países.
Eu não sei quantos cantos o mundo tem, mas creio que o sonho do criador da cadeia de lojas do McDonalds já deve ter sido ultrapassado com folga.

Quando a preocupação é pura ficção!


Durante o ano me flagrei diversas vezes pensando em problemas, até o dia em que resolvi investigar se tinha algum problema de verdade que merecesse a minha atenção.
Um primeiro passo foi listar tudo o que habitava em minha memória e que recebia a rotulação de problema.
Um segundo exercício foi conceituar o que é um problema, num sentido amplo fazendo com que todas as suas formas fossem contempladas.
Num terceiro momento classifiquei a minha lista de problemas em três categorias:
1)      Insignificante/inexistente
2)      Pequenos
3)      Grandes
Partindo do conceito e em seguida classificando-os cheguei à conclusão que a minha lista na realidade era de situações insignificantes, perfeitamente tratáveis, que nem se quer poderiam ser chamadas de pequenos problemas.
Em determinados momentos de nossas vidas temos o hábito de potencializar pequenos fatos ao ponto de chamar de problema o que não é.
Mais surpreendente é que em seguida passamos a utilizar a nossa criação (os supostos problemas) para justificar a paralisia em nossas vidas pessoais e profissionais.
Deixar para trás comportamentos que nada acrescentem na nossa jornada empreendedora é um dos grandes desafios, cada dia mais acredito que estamos presos a hábitos que funcionam como freios do nosso potencial, o quanto antes conseguirmos identificá-los mais rápido colocaremos em prática os nossos projetos pessoais e maiores serão as chances de sucesso.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Rumo ao Empreendedorismo de Base


Se fosse eleger o fato que mais marcou 2010, eu escolheria a consolidação da ascenção das classes sociais no Brasil.
 Desde 2007  assistimos as classes D e E migrarem fortemente em direção a classe C  provocando um intenso movimento de consumo que estimulou toda a nossa cadeia produtiva. (escrevi vários artigos sobre esse tema no blog)
Dentre os pilares de sustenção que permitiram que o Brasil enfrentasse a grave crise crise economico-financeira mudial iniciada em 2008, o consumo interno foi um dos principais destaques.
Em matéria divulgada hoje pelo jornal Valor Econômico, sobre a transferência de renda durante o periodo do governo que se encerra, comparado com o ano de 2002, tivemos um crescimento de 6,8% do PIB para 9% do PIB este ano.
Isso significa que em 2010 foram destinados a essas famílias 75 bilhões a mais do que em 2002.
Um comparativo interessante é que esse valor se equivale a todo o aumento da carga tributária registrada durante o atual governo.
As tranferências de renda  englobam gastos como bolsa-família, seguro-desemprego, benfícios previdênciarios, dentre outros.
Sem discutir o mérito da transferência de renda, e observando os efeitos práticos da ação,  temos que reconhecer que essa informação associada com a divulgada na semana passada sobre a redução recorde dos índices de probreza no Brasil são pontos positivos e dignos de parabéns ao governo atual.
O que precisamos agora é permitir, de fato a transição do assistencialismo para o empreendedorismo de base, seja via cooperativas, seja por um incentivo maior ao Micro Empreendedor Individual, para que as próximas eleições para presidente sejam decidas pelos voto consciente dos que empreendem e não dos que passavam fome.

Acerte a direção e aumente a velocidade!


Setembro é um mês propicio para avaliar o desempenho da sua empresa no ano em curso, oito meses já se passaram e dá para prever com certa margem de segurança como será outubro, novembro e dezembro.
Comece resgatando o que foi planejado para 2008 e comparando com o que foi cumprido.
Veja o que faltou ser realizado e se será executado até 31/12/08.
Atribua um nota a assertividade das ações que foram realizadas, baseado na contribuição para o atingimento dos objetivos propostos.
Liste os principais acertos.
Não minimize ou ignore os principais erros.
Avalie seus concorrentes:
- Eles cresceram mais do que sua empresa?
- Conquistaram mais clientes?
- Lançaram novos produtos?
- Reformaram a loja?
- Contrataram mais empregados?
Enfim, a distância entre a sua empresa e os principais concorrentes foi diminuída ou aumentada?
Sempre que penso num ambiente competitivo me lembro da Fórmula 1, onde tudo acontece de verdade a mais de 300 Km por hora.
Lá a contratação dos pilotos para a temporada de 2009 já está quase concluída e o projeto do carro que irá para as pistas no próximo ano encontra-se em estágio bem adiantado.
Se o modelo de gestão de resultados que você adotou este ano foi vitorioso, faça pequenos ajustes e acelere desde já.
por outro lado, se além de não propiciar os resultados esperados a gestão vigente ainda necessitar de muitos remendos é melhor começar a pensar num novo modelo de condução do seu negócio para 2009.
Para acelerar é preciso que a direção esteja correta!

Aumentar os preços, como?


Olhe para a sua prateleira de produtos a venda e identifique se nela tem itens cujo o preço está atrelado a cotação do dólar, mesmo que parcialmente.
Se sim, dê uma avaliada no seu estoque e veja o quanto ainda tem para ser vendido.
Calcule o quanto o faturamento desses produtos representa do total das suas vendas mensais, se for bastante, se prepare para aumentar preços, isso será inevitável.
Ontem tivemos o dólar fechando o dia com a cotação em R$ 2,29. Era para ser maior, só não foi graças ao Banco Central que vendeu dólares para acalmar o mercado, já que em determinados momentos a cotação ultrapassou a barreira dos R$ 2,50.
Várias negociações de importação e exportação foram suspensas pelo fato de ninguém saber qual seria o valor do dólar para fechamento dos contratos, tamanha foi à oscilação.
Se considerarmos que o dólar em 1/08/08 era comercializado pelo valor de R$ 1,55 e ontem fechou o dia sendo vendido por R$ 2,29, faça as contas, a diferença de R$ 0,74 representa um aumento real no custo das mercadorias vendidas de 47,74%, se elas forem importadas e conseqüentemente seguirem a variação do dólar.
Dá pra subir 47% de um dia para outro? Impossível!
Algumas alternativas:
1) Se tem estoques, e já estão pagos, absorva parte destes ganhos, aumente um pouco os preços, coloque dinheiro em caixa, e passe a cotar diariamente seus fornecedores, faça compras menores, pois a tendência são as vendas diminuírem.
2) Se não tem estoques tente dividir o prejuízo com o seu fornecedor, pois, ele pode ter estoques comprados e pagos quando o dólar era R$ 1,55, com isso você repassa menos para os preços.
3) Se tiver que comprar e pagar com o valor do dólar do dia, e ele se mantiver neste patamar ou acima de R$ 2,29, calcule o seu preço de venda, veja se é possível uma redução de margem de lucro, se for possível faça.
4) Uma alternativa importante, mas que nem sempre é viável é a substituição por produtos que não tenham tanta dependência do dólar, mesmo que você fuja um pouco da sua proposta de negócios, se conseguir manter as vendas será válida como medida emergencial.
5) Esteja atento ao comportamento dos consumidores, se as vendas caírem muito, avalie a necessidade de realizar ajustes de estrutura como forma de reduzir despesas fixas.
6) Fique de olho no ponto de equilíbrio do seu negócio, se as vendas não atingirem o patamar mínimo necessário significa que naquele mês você terá prejuízo, isso sim é sinal de problemas pela frente.
Se você estiver preparado para gerenciar o seu negócio saberá o momento correto de tomar as decisões e isso fará toda a diferença perante os concorrentes.
O momento é de estar a postos e bastante bem informado!