segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Construção sustentável custa mais caro?


A adoção de soluções ambientalmente sustentáveis na construção não acarreta em um aumento de preço, principalmente quando adotadas durante as fases de concepção do projeto. Em alguns casos, podem atéreduzir custos. Ainda que o preço de implementação de alguns sistemas ambientalmente sustentáveis em um edifício verde gere um custo cerca de 5% maior do que um edifício convencional, sua utilização pode representar uma economia de 30% de recursos, durante o uso e ocupação do imóvel.
Um sistema de aquecimento solar, por exemplo, se instalado em boas condições de orientação das placas, pode ser pago, pela economia que gera, em apenas um ano de uso. Edifícios que empregam sistema de reuso de água (a água dos chuveiros e lavatórios, após tratamento, volta para abastecer os sanitários e as torneiras das áreas comuns) podem ter uma economia de água da ordem de 35%. Por princípio, a viabilidade econômica é uma das três condições para a sustentabilidade.
O estudo inglês Costing sustainability, “How much does it cost to achieve BREEAM and EcoHomes ratings (2004)”, concluiu que em alguns casos a adoção de estratégias avançadas de sustentabilidade podem inclusive reduzir custos.
“A construção sustentável não custa mais caro, desde que integrada na etapa de concepção do edifício, ou seja, desde a fase de projeto.”
Antônio Setin (presidente da construtora Setin)
“Além de gerar economia, a construção sustentável vai se valorizar. Ou seja, os imóveis sustentáveis terão maior valor de venda e revenda, em poucos anos”
Alexandre Melão (Esfera)

Arquitetos alemães criam pavilhão que cobre praça em Sevilha

Fonte: Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios

Um pavilhão gigante que lembra um imenso engradado de madeira suspenso acaba de ser inaugurado no coração de Sevilha, na Espanha. Batizada de Metropol Parasol, em alusão ao formato de guarda-sol, a imensa estrutura marca o final das obras de renovação da Plaza de la Encarnacíon, uma das mais importantes da cidade espanhola. 

Projetada pelo escritório de arquitetura alemão J. Mayer H, a construção abriga um museu arqueológico, um mercado e múltiplos bares e restaurantes, além de um terraço panorâmico. Com uma das mais extensas e criativas coberturas de poliuretano que já se viu, o "guarda-sol" traz um contorno contemporâneo para o centro medieval e já pode ser considerado a nova atração da cidade. A vocação mista da obra – tanto para a cultura quanto para os negócios – contribui para Sevilha se tornar um dos destinos mais fascinantes do mundo.



Paisagismo e seus estilos

Fonte: Paisagismo Brasil
Por: Jackelinne Sotomayor e Karolinne Sotomayor
Para definir o jardim que queremos em nossa residência, além de termos o cuidado da escolha de um bom profissional, temos que ter em mente a variedade de opções, estilos e técnicas de plantio, assim, nós poderemos enxergar uma diversidade maior e optar pelo tipo que mais se enquadra nas nossas características pessoais. 

Com o desenvolvimento social, o homem que vive basicamente no meio rural, transporta-se às cidades, adaptando-se ao meio urbano. Infelizmente o crescimento acelerado desse meio, faz o homem deixar de lado riquezas naturais, como a vegetação e suas árvores nativas, dando vida a prédios, residências, comércios e ao crescimento desordenado da cidade. 

No final do século XVIII surge no Brasil a tentativa de reaproximação do meio ambiente com jardins adaptados que buscam estimular a sensibilidade à paisagem: “O Paisagismo”. Essa preocupação levará à integração dos elementos da flora no próprio traçado da cidade, assim como nas residências e nos prédios, resultando como reação e, ao mesmo tempo, solução ao problema do adensamento urbano e residencial. 

O homem começa a perceber a qualidade de vida proporcionada pelo paisagismo. Conforme o dicionário Michaelis, o paisagismo é (paisagem+ismo) 2 Arquit Estudo complementar da arquitetura que consiste nos processos de preparação e realização de paisagens. Destacamos, portanto que o paisagismo é um estudo e planejamento das melhores formas de se adaptar plantas de diversos tipos cada qual com suas características, em uma paisagem, natural ou não, proporcionando leveza, beleza, produtividade, manutenção de recursos naturais e qualidade de vida aos que dela desfrutarão. O paisagismo possui um forte cunho ecológico, biológico, sustentável e social. 

Para definir o jardim que queremos em nossa residência, além de termos o cuidado da escolha de um bom profissional, temos que ter em mente a variedade de opções, estilos e técnicas de plantio, assim, nós poderemos enxergar uma diversidade maior e optar pelo tipo que mais se enquadra nas nossas características pessoais. Abaixo, portanto, definiremos alguns tipos de jardins. 

No paisagismo existe a opção de jardins com plantação de: chás, temperos, ervas medicinais, especiarias de ervas in natura, formando-se pequenas hortas. Esse tipo de escolha foi se desenvolvendo e tornou-se uma necessidade ou até mesmo um hobby para os dias atuais. Mas existem os jardins que foram se desenvolvendo com a história do paisagismo e hoje ainda perduram, formando os estilos. 

O Jardim Tropical que têm caminhos de contornos naturais, sua essência é descontraída e avessa a podas e simetrias, o Jardim Desértico que reproduz uma paisagem árida, o Jardim Italiano que tem um contexto bastante clássico e funcional, mas não tão rígido e formal como o Jardim Francês, o Jardim Inglês que é uma revolução contra os padrões rígidos e simétricos de outros estilos, o Jardim Japonês que japonês transmite paz e espiritualidade e o Indiano que os jardins e as paisagens são muito associados às construções. 

Vimos, portanto, que para cada época existe um estilo de jardim, porque há inúmeras formas de se moldar o paisagismo. Combinar a personalidade com o que se almeja também gera um estilo: um lugar para tornar sol, um espaço para as crianças brincarem, um canto para o churrasco. 

Mais do que um elemento da fachada, o jardim pode abrigar áreas para descanso e lazer, transformando-se numa extensão da casa. O jardim se integra à obra, se comunica com ela, reforça a vida de uma edificação proporcionando a maior permanência das pessoas nas áreas em que ele existe. O paisagismo é uma escolha, e além de melhorar a qualidade de vida de quem optou executar e manter um jardim dentro de casa,  é uma opção participativa e ativa na contribuição do desenvolvimento sustentável de uma sociedade.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O que são materiais ecológicos ou ecoprodutos?

Ecoprodutos são todos artigos de origem artesanal ou industrializada, que sejam não -poluentes, atóxicos, benéficos ao meio ambiente e á saúde dos seres vivos, contribuindo para o desenvolvimento sustentável.
Como saber se o material/tecnologia é sustentável ou menos impactante?
  • Matéria-prima – é virgem ou reciclada? Como é extraída? É um recurso renovável?
  • Qual é o processo produtivo? Apresenta baixo consumo de energia? E de água? O processo é poluente? (ar, água, terra, som). Gera que tipo de resíduos?
  • O produto é poluente?
  • Sua instalação, manutenção gera resíduos?
  • Como é a logística de distribuição do produto? Consome muita energia?
  • E a embalagem? Possui potencial de reciclagem ou de reuso?
  • Possui algum tipo de certificação ( tipo ISSO 14001) ou SELO?

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Arquitetura Metabolista


Introdução:

. O Movimento Metabolismo (surgido com grande influência de Tange) era uma resposta peculiar japonesa para a crise universal das megalópoles e olhava para o oceano como um local de uma nova civilização. Cada proposta era uma demonstração distante da capacidade dos grandes trabalhos da engenharia em aumentar seu tamanho a partir da adição de componentes celulares pré-fabricados. Como se o edifício fossa sujeito às mesmas leis do crescimento natural como as das populações que ele servia.
Características urbanas:
. Rápida modernização e capitalização das grandes cidades .
. onde há governos centrais fortes, verifica-se a tendência para construir vastas mega-estruturas (anos 30 e 60).
Características conceituais:
. Reação a falta de planejamento urbano japonesa, à caoticidade.
. Cada indivíduo poderia criar sua própria habitação de acordo com o seu gosto e capacidade econômica.
. metabolismo: relevo dado aos ciclos de crescimento, mudança e decadência.
. resolver problemas complexos com métodos sistemáticos de desenho.
Características formais:
. Arquitetura japonesa se adere abertamente ao Estilo Internacional, ampliado por grande vigor e expressionismo formal.
. Desenvolvimento de uma arquitetura que exalta o protagonismo da estrutura e uma afinidade entre arquitetura moderna e tradicional japonesa.
"violência formal, geometria elementar ostentosa, proposta estrutural rigorosa"
. influência forte do brutalismo de Le Corbusier (Museu de Arte Moderna de Tókio - paradigma), principalmente por causa de Kenzo Tange, que trabalhou com ele.
. grande vigor e expressionismo formal. Exaltação do protagonismo da estrutura (afinidade da arquitetura moderna e arquitetura tradicional japonesa). Um processo que se produz a partir de uma ocidentalização da cultura, da economia e dos costumes japonês.
. Expressar a visão de uma sociedade em constante desenvolvimento e mutação.
. Propostas: cidades oceânicas, aéreas, unidades agrícolas, unidades residenciais moveis, estruturas helicoidais. Exaltações estruturais, tecnológicas e agregativas.
Principais arquitetos:
. Kiyonori Kikutake, Kisho Kurokawa, Masato Otaka, Fumihico Maki, Noburu Kawazoe. Foi o momento mais destacado e culminante da evolução da arquitetura japonesa. Base nos sistemas tecnológicos e nos sistemas de agregação de cápsulas residenciais.
.Kenzo Tange: crença num novo tipo de revolução tecnológica. Ênfase no planejamento sistemático devido às questões energéticas, crescimento continuo
Arata Isozaki: preocupação teórica quanto a criação de mega-estruturas transformáveis.

Principais Projetos:
. Exposição de Osaka 1970
.como resolução de problemas: processos sistemáticos de planejamento. O edifício é uma experiência ao nível de racionalização do projeto e da eficiência logística.
. grelhas treliçadas obtidas com juntas articuladas e tubos de aço pré-fabricados e rapidamente encaixadas. Uma das primeiras expressões do auge da modernização japonesa. Mostruário de tipologias formais geradas pelas novas tecnologias: coberturas gigantes, balões infláveis, edifícios escalonados, pirâmides de cristal.
. plano da Bahia de Tókio (Arata Isozaki) 1960
. umas das grandes propostas realizadas depois de II Guerra, com relação direta com A Ville Radieuse de Corbusier (1934), o ultimo planejamento urbano utópico da era moderna.
. utopias urbanas: (expansão, grande eixo cívico suspenso da água+ NUCLEOS RESIDENCIAIS VERTICAIS autônomos). O plano Obus para Argel de Corbusier é um antecedente = novos modelos de assentamento urbano fundido em um organismo unitário em escalas naturais.
. no ano seguinte se publica o livro Megalópoles (Jean Gottman), proclamando que a geografia urbana devia forçosamente admitir o surgimento de uma nova entidade. Área municipal de Tokio-Yokohama tinha uma população de 13,5 milhões de habitantes.
. Takara Beautilion (Kisho Kurokawa)
. mesma estrutura, mesma unidade repetida duzentas vezes, montagem rápida.
. Torre de Nagakin (Tokio) 1971-72:
. aplicação pratica da lógica da agregação de células pré-fabricadas. Conceitos de conexão e permutação. Possibilidades combinatórias, articulação. Células levantadas por gruas e soldadas na estrutura. Janelas circulares que remetem a objetos de uso cotidiano como lavadoras.
. Sony Tower (Osaka) 1976


Fonte
http://www.territorios.org/teoria/H_C_metabolistas.html

Árvores de rápido crescimento podem ajudar na produção de cerâmica e evitar desmatamento


Um produto elaborado a partir do cimento e madeira originários de plantios florestais de rápido crescimento pode ajudar a reduzir a pressão sobre a Amazônia. Este produto, desenvolvido pela Embrapa Amazônia Ocidental e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), pode substituir parte da madeira usada na construção civil e na fabricação de móveis. Feitas a partir de partículas de madeira misturadas com cimento, as peças tomam a aparência de placas de cerâmica.
As pesquisas que resultaram nesse produto vêm sendo feita ao longo dos últimos dez anos.
Os estudos por parte da Embrapa são com silvicultura, para desenvolver tecnologias de cultivo de espécies de madeira com crescimento rápido e que tenham características que atendam as condições para a preparação do biocompósito.
Na Embrapa Amazônia Ocidental o responsável por esse trabalho é o pesquisador Roberval Lima. Já os estudos por parte do Inpa são com testes de laboratório para avaliar a compatibilidade do cimento com o substrato de madeira e transformar a matéria-prima nas peças. 
No Inpa esse trabalho é conduzido pelo pesquisador Fernando Almeida e conta cm colaboração do técnico José Maria Gonçalves, ambos são da Coordenação de Pesquisas de Produtos Florestais (CPPF/Inpa).
Plantio
De acordo com o pesquisador Roberval Lima, uma das vantagens da tecnologia é incentivar o plantio de árvores específicas para essa finalidade, evitando o uso de madeira retirada das florestas nativas.
A madeira utilizada para produzir o biocompósito viria de plantios direcionados a esse produto. Esses plantios podem ser feitos para recuperar áreas que já foram alteradas e com isso se estaria dando a esses espaços uma finalidade que gere emprego e renda.
Essa árvores seriam espécies de crescimento rápido com características específicas para servir como matéria-prima para o biocompósito.
De acordo com os pesquisadores Fernando Almeida e Roberval Lima, a tecnologia do biocompósito ajudaria também a evitar desmatamentos nas florestas nativas, uma vez que o produto tem condições de atender parte da demanda de peças de madeira para construção civil e movelaria.
Ambos pesquisadores, Roberval e Fernando, esclarecem que o biocompósito pode ser produzido também a partir de resíduos de madeira, porém a opção com o plantio de árvores de rápido crescimento permitirá a oferta regular de matéria-prima para produção do biocompósito em escala industrial e sua utilização na construção civil.
O pesquisador do Inpa Fernando Almeida explica que nem todas as espécies florestais são compatíveis para o biocompósito, por causa da densidade da madeira e compatibilidade com os aditivos. Em vários testes foram selecionadas as que apresentaram melhor desempenho para o produto.
Foram selecionadas uma espécie exótica, o eucalipto, e uma espécie nativa da Amazônia, o tachi branco.
Ambas são árvores de crescimento rápido e com isso o retorno do investimento vem em curto prazo. A partir de dois anos após o plantio se faz o desbaste e se retira matéria-prima para a manufatura das chapas de biocompósito, segundo os pesquisadores.
Mercado
O pesquisador do Inpa Fernando Almeida destaca ainda a resistência e durabilidade do biocompósito cimento-madeira. “O produto com as espécies selecionadas passou por testes mostrando-se resistente à umidade, fungos e a prova d’água e, portanto, pode ser usado tanto em ambiente interno ou externo”, informou.
Os pesquisadores informaram que a tecnologia de biocompósito já passou por vários testes em protótipos de móveis e de construção civil e está pronta para o mercado.


Fonte
http://acritica.uol.com.br/amazonia/Arvores-producao-ceramica-evitar-desmatamento_0_566943588.html

Número de engenheiros civis formados cresceu 30,8%


OInep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), ligado ao MEC (Ministério da Educação), divulgou, na última quinta-feira (13), o Censo da Educação Superior 2009, que apontou alta de 30,8% no número de formados nos cursos referentes a engenharia civil e de 10,5% nos cursos relativos a arquitetura e urbanismo, em relação ao ano de 2008.
Em 2009, 7.923 estudantes se formaram nos cursos relativos à engenharia civil ou à construção civil, sendo 4.229 em escolas superiores públicas e 3.694 em institutos de educação superior privados. Nos últimos cinco anos abordados pela pesquisa (2005-2009), 32.394 estudantes se formaram na área de engenharia civil e construção civil.
Nos cursos de arquitetura, urbanismo e paisagismo 7.080 pessoas finalizaram o curso de graduação, sendo 2.064 em instituições públicas e 5.016 em instituições privadas. Entre 2005 e 2009, houve 33.111 conclusões de curso na área em todo o país.
Em relação ao número de matrículas, houve alta de 42% na área da construção civil e de 11,9% na área de arquitetura. No total, nos últimos cinco anos, a alta foi de 74,4% para a área de construção civil e de 28,6% para arquitetura.

Fonte: